Pitagórica faz sondagem alargadíssima

A empresa de estudos de opinião ‘Pitagórica-Investigação e Estudos de Mercado SA’ está em campo desde o início do mês a entrevistar madeirenses, telefonicamente, com um extenso questionário tendo como pano de fundo as próximas eleições legislativas da Madeira, em 2019.

O Funchal Notícias sabe que, para os que acedem responder, terão de estar ao telefone pelo menos entre 15 a 20 minutos.

São dezenas de questões que versam sobre vários assuntos da atualidade política regional, seus protagonistas, promessas, intenções, da governação social-democrata à oposição na Assembleia Regional.

Querem saber de tudo, desde quem melhor governa, quem melhor faz oposição (e Jardim também é apontado como um fazedor de oposição ao Governo), quem está mais bem preparado para governar, qual a avaliação que faz do atual presidente do Governo e de todos os secretários, um a um, assim como de Paulo Cafôfo na Câmara do Funchal e dos seus vereadores.

Há um cenário que já mudou e que a Pitagórica não contava. O coordenador do Bloco de Esquerda já não é Roberto Almada mas Paulino Ascenção.

No extenso rol de questões, avaliam-se mérito e demérito de uma extensa lista de nomes -de atuais e antigos líderes partidários; pede-se para comparar o governo de Albuquerque com os governos de Jardim; traçam-se cenários de eventuais coligações pré e pós-eleitoraio; sonda-se se o eleitor muda de voto ou mantém-se fiel à camisola; afere-se se o combate à abstenção é à prova de chuva torrencial.

Também se pergunta se a Madeira está hoje melhor do que há uns anos; pergunta-se pelo desemprego, segurança, justiça, droga; questiona-se se o Governo Regional deverá ter uma postura de confronto ou de cooperação com o primeiro ministro, António Costa; indaga-se se, caso Paulo Cafôfo saia para o Governo Regional, devem existir eleições intercalares no Funchal ou Miguel Silva Gouveia deve assumir a presidência da CMF.

Entre a enumeração de uma medida positiva e uma medida negativa que, quer o Governo quer a oposição, deviam tomar, a entrevistadora também questiona sobre o famigerado dossier da linha “ferry” entre a Madeira e o continente português. Metem o grupo Sousa na equação, se isso é bom ou mau, se é necessário um referendo sobre a matéria e questionam se não valia mais investir o que se gastará anualmente na operação na construção de uma escola.

Quem encomendou a sondagem? Ninguém sabe.