Governo abandonou o Porto Santo nos prejuízos do mau tempo, denuncia José António Castro

Castro
“Não podemos continuar a ser o parente pobre da Madeira, diz José António Castro.

José António Castro, vereador único do movimento “Mais Porto Santo”, está descontente com aquilo que considera ser o “abandono do Governo Regional” relativamente aos prejuízos causados pelo mau tempo na ilha dourada.

Castro lembra que “o presidente do Governo já anunciou um conjunto de apoios aos agricultores da Região, que viram as suas culturas e meios de produção destruídos pelas recentes intempéries, em cerca de 1,5 milhões de euros”, sabe que “estão no terreno com equipas a fazer levantamentos dos estragos mas, infelizmente”, mas também diz que “nenhuma está ou esteve no Porto Santo”. Por isso, reage: “Não podemos continuar a ser o parente pobre da Madeira, com a conivência do PSD do Porto Santo, bem como do deputado eleito pelo círculo do Porto Santo na Assembleia Legislativa da Madeira, que nem uma palavra disse sobre esta calamidade que assolou a nossa Ilha, e o director da Administração Pública do Porto Santo. Apenas comem e calam, deixando o povo só e abandonado”.

José António Castro diz que “na última reunião de câmara, de segunda-feira, o movimento Mais Porto Santo desafiou o Executivo camarário a encetar contactos urgentes com o Governo Regional, no sentido de se candidatar à obtenção de fundos comunitários, que permitam fazer face aos danos provocados pelo mau tempo, que resultaram em prejuízos avultados para comerciantes e agricultores locais, para além de uma grande devastação da praia”.

Defende uma maior proatividade, recordando que “em Junho do ano passado a União Europeia adoptou um regulamento que presta mais apoio às regiões afectadas por catástrofes naturais, até 95% dos custos, ao abrigo de uma política de coesão, num montante total de 9,8 mil milhões de euros, que representa 5% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, que financia a assistência”. Refere que “estas verbas podem ser utilizadas para apoiar os esforços de reconstrução, operações de limpeza e protecção de locais classificados como património cultural. Como tal, até porque há prazos a cumprir, precisamos que o Governo Regional envie, com urgência, técnicos ao Porto Santo para que avaliem os prejuízos”, sugere José António Castro, que lamenta “o desleixo e descuido do Governo Regional, que continua a tratar os porto-santenses como madeirenses de segunda”.