Albuquerque faz balanço positivo da acção da Protecção Civil e do comportamento da população durante a intempérie

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esteve hoje na Protecção Civil para fazer um balanço do resultado do temporal que se abateu recentemente sobre a Região. O chefe do Executivo cifrou os danos causados em algumas centenas de milhares de euros.

O governante elogiou a Protecção Civil, considerando importante dizer que todas as estruturas de socorro, desde os bombeiros ao Sanas, estão muito melhor apetrechados para intervir do que no passado, circunstância que “dá um conforto especial à população”. De resto, congratulou-se com a “população educada” que “seguiu as recomendações da Protecção Civil” durante o temporal, “não correndo riscos desnecessários” que ajudam a evitar vítimas.

Para o presidente, há efectivamente uma muito maior capacidade de resposta, com as tecnologias a dar informações sobre o que se passa “em tempo real”.

Agradeceu aos elementos da Protecção Civil a “eficácia contínua” nos últimos dias.

Já quanto ao total das ocorrências, cifraram-se em pouco menos de duzentas, entre deslizamentos de terras e rochas, danos em infraestruturas, que obrigaram ao realojamento de uma dúzia de pessoas.

Albuquerque também se referiu ao turista britânico que se encontra desaparecido, tendo sido arrastado por uma onda quando as fotografava ontem ao final do dia na Praia Formosa. o chefe do Executivo madeirense disse que foram emitidos avisos em quatro línguas, recomendando às pessoas que não se aproximassem do mar, que “é muito traiçoeiro”.

O presidente disse ainda que o GR vai continuar a investir nas infraestruturas nas ribeiras da Madeira. “Já investimentos 600 mihões de euros na protecção e reforço às infraestruturas”, adiantou, advogando, no entanto, as melhores medidas em termos de protecção, contra emergências determinadas pelas “alterações climáticas”.

O comandante do Serviço Regional de Protecção Civil, capitão José Dias, enfatizou os contactos permanentes que se mantiveram, enquanto decorreu a intempérie, entre a PC e as outras entidades, entre as quais a Segurança Social.