Governo Regional cria Comissão para prevenir quedas de idosos

O enfermeiro Ricardo Silva e a médica Ana Luísa Lopes vão coordenar a nova Comissão de avaliação para a implementação de recomendações para a prevenção de quedas em idosos na Região Autónoma da Madeira.
Marta Dora Freitas Ornelas, Médica de Medicina Geral e Familiar; José Anacleto Câmara Leme Mendonça, Médico Especialista em Ortopedia; Helena Paula Lemos Silva Ornelas, Enfermeira Especialista em Reabilitação; e Cisaltina Maria Sousa Pinto, Enfermeira Especialista em Reabilitação compõem os restantes membros da comissão.
Segundo o despacho de Pedro Ramos, a Secretaria Regional da Saúde entende ser crucial a nomeação de uma Comissão de avaliação para a implementação de recomendações para a prevenção de quedas em idosos, “consciente de que urge combater este flagelo na sua origem e junto à população de maior risco”.
No grupo etário de 65 ou mais anos, a grande maioria dos acidentes ocorre em casa (> 65%). Nos acidentes domésticos, o principal mecanismo da lesão foi a queda apresentando uma frequência de 76% entre os 65-74 anos e de 90% no grupo etário com mais de 75 anos.
As consequências mais frequentes das lesões foram concussões, contusões e hematomas.
O despacho lembra que as quedas têm um pesado impacto económico nas famílias, na comunidade e na sociedade. O seu impacto financeiro nos sistemas de saúde está a aumentar em todo o mundo.
Em 2006, estimava-se que o custo médio por cada episódio de queda com dano, envolvendo uma pessoa com idade igual ou superior a 65 anos, era de cerca de 2900 euros e que os custos hospitalares de cada internamento por fratura do fémur, quer do colo quer de outras localizações, tenham um custo médio de €4.100.
“As quedas representam, portanto, um grave problema de saúde pública e requerem, na maioria das vezes, cuidados médicos”, revela o despacho.

Lembra ainda que, segundo o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes

2015-2020, as quedas estão na origem de uma significativa morbilidade ou mortalidade, sendo uma das principais causas de internamento hospitalar.
O seu impacto pode ser enorme e com consequências pessoais, familiares e sociais, para além das implicações financeiras para os serviços de saúde.