Cafôfo esteve com secretária de Estado da Justiça na inauguração de exposição dos reclusos e assinatura de protocolos

A secretária de Estado da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, esteve esta manhã com o edil funchalense, Paulo Cafôfo, na inauguração da exposição “Artes e Ofícios”, uma iniciativa do Estabelecimento Prisional do Funchal. A mostra é constituída inteiramente por trabalhos de reclusos, e está patente no átrio dos Paços do Concelho do Funchal. Na ocasião estiveram também presentes outras entidades, entre as quais a secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade, e o director geral da Reinserção e das Prisões, Celso Manata. Este último assinou um protocolo de cooperação com a ACAPORAMA, Associação de Casas do Povo da Madeira, e a Associação Regional de Ténis de Mesa, permitindo aos reclusos acesso à prática de futsal e ténis de mesa, inclusive ao nível competitivo.

Na ocasião, Paulo Cafôfo congratulou-se com a formalização dos protocolos, pois “estamos a falar de pessoas, de cidadãos, que cometeram erros… mas eu acredito que todos nós cometemos erros”. Para Cafôfo, “todos nós somos recuperáveis”, pelo que defende “a inclusão e não a exclusão”.

O presidente da CMF considerou ainda a exposição “fantástica”, e salientou o papel das artes e do desporto na formação das pessoas.

Por sua vez, Helena Mesquita Ribeiro agradeceu a “recepção calorosa” de que foi alvo e elogiou “o sentido de humanidade” do director do Estabelecimento Prisional do Funchal. Também sublinhou, como Cafôfo, que um recluso é um “cidadão” e  salientou que o mesmo não deve ser visto como um fardo para o erário público, dado que se está a prevenir que cometa mais crimes ou prossiga com a sua conduta “desviante”.

“O nosso direito penal é profundamente humanista e devemos orgulhar-nos disso”, considerou. Defendeu o apoio e a ajuda aos reclusos, principalmente quando saem da cadeia, no sentido de se lhes facilitar a reinserção na sociedade.