Fotos: Rui Marote
As temáticas ambientais estão em foco esta manhã na Assembleia Legislativa Regional, no debate mensal que conta com a presença do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque. E muitas perguntas já foram colocadas ao governante e à secretária regional do Ambiente, Susana Prada, que o acompanha nesta prestação de contas do executivo ao parlamento.
Desde a extracção não autorizada de inertes nas ribeiras e vales da RAM, perante a alegada inoperacionalidade dos serviços competentes, à praga de ratos que assola a Região e que gera genuínas preocupações de saúde pública e também entre os agricultores; desde acusações de que se quer implementar na Madeira à força um turismo de massas, com potenciais graves consequências ambientais, a críticas quanto aos aterros existentes, como o situado no Porto Novo, que alterou, e para pior, as condições anteriormente existentes naquele local, a graves críticas quanto ao estado das veredas frequentadas por turistas, e que, houve quem dissesse, colocam mesmo em risco as vidas dos visitantes desta região autónoma; de tudo isto, Miguel Albuquerque e Susana Prada tiveram de ouvir um pouco. E, para além disto, ainda foram acusados pela oposição de não terem uma política cuidada e estabelecida para contrariar os efeitos das alterações climáticas e suas possíveis consequências na RAM. Críticas que vieram de diversos partidos, como o JPP, o PCP, o BE, o deputado independente Gil Canha, o CDS…
No seu discurso inicial, Miguel Albuquerque enfatizou, pelo seu lado, que na área do Ambiente e dos Recursos Naturais, o programa de governo está a ser “integralmente cumprido”, preservando o património natural, criando áreas protegidas terrestres e marítimas e a criação de novos percursos florestais e reabilitação dos existentes. Isto, salientou, com “investimentos avultados”.
Albuquerque salientou ainda as políticas efectivas de prevenção contra os fogos florestais, com limpeza de terrenos e criação de faixas corta-fogo, bem como o reforço de meios de vigilância.
Procedeu-se à expansão da Rede Natura 2000 em 2144 hectares, incluindo 7 novos sítios de Importância Comunitária e a ampliação de quatro existentes. Foi também, afirmou, criada uma taxa marinha de protecção para cetáceos com mais de 680 mil hectares, a primeira deste tipo em Portugal.
Criou-se a Área Protegida do Cabo Girão, que inclui um monumento natural, uma paisagem protegida e um parque natural marinho, num total de 323 hectares, salientou.
Albuquerque mencionou também a disponibilização, para usufruto da população, de seis casas de abrigo, cinco na Madeira e uma no Porto Santo.
Também garantiu ter reforçado verbas de manutenção dos percursos recomendados, e ter realizado concessões de serviços nas Casas do Rabaçal e uma cafetaria na Casa do Sardinha, estando ainda em curso procedimentos para abertura de uma cafetaria nos jardins da Quinta do Imperador, na Casa das Queimadas e ainda a Casa do Pico Ruivo.
O presidente disse ainda ter classificado e valorizado o património geológico, lançando roteiros para a biodiversidade. E estabelecido sete percursos de BTT, bem como a construção do jardim das Madalenas e a realização de melhorias na Quinta do Imperador e no Jardim Botânico.
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