Estepilha! Cafôfo sempre é “derrotável”?

Ilustração de José Alves.

Há uma ala dentro do PPD-PSD que não tem dúvidas de que o rival do partido (o prof. Paulo Cafôfo) só é derrotável com o regresso de Alberto João Jardim ao poder. Nem delfins, nem alianças, nem qualquer outro messias. Isto só vai com o carisma do jardinismo, num remake do “volta, estás perdoado”. Noutro contexto, o próprio Jardim já disse que Cafôfo é “derrotável” e mostrou o trabalho de casa a fazer.

A ala soberana dos social-democratas acredita que Jardim já deu o que tinha a dar em matéria de chefia de um executivo e que agora medita e escreve livros para memória futura e, de quando em vez, tem voz de senador-conselheiro, sobretudo em momentos de deriva. Qualquer remake tem sempre um final amargo, ensina a história. Foram muitos anos de obra e desmandos de Jardim. Por isso, dizem eles, o tempo continua a ser da Renovação e tudo está controlado. O trabalho árduo continua, noite dentro, e vai daí a esperança de inverter a onda vencedora do Largo do Colégio.

O Estepilha segue o “duelo” com expetativa e, sem perceber nada de política, acredita que os vencedores podem ter os nomes que quiserem, desde que saibam honrar compromissos assumidos, sem prometer uma Disneylândia a adultos como se crianças fossem, e estejam sempre do lado real dos mais carenciados, nas palavras e nas ações. Os cocktails, as passeatas, o sorriso plástico, os banquetes, confortam o ego mas será que dão votos nas urnas?