Leitora do FN denuncia cinco horas de espera na Urgência do Hospital sem ser atendida, tendo visto outros utentes a ultrapassarem-na

Uma leitora do Funchal Notícias, Cristina Nóbrega, veio hoje denunciar, numa missiva enviada à nossa Redacção, o que considera ter sido um deficiente serviço do Serviço Regional de Saúde, nomeadamente o que lhe foi prestado no Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Esta nossa leitora afiança ter-se dirigido às Urgências do Hospital às 09h55, tendo-lhe sido atribuído pulseira verde, ou seja, teria de esperar até duas horas.
A leitora reporta que, no entanto, “durante 4 horas esperei e observei pacientes a serem atendidos antes de mim e, reitero, com a mesma cor da pulseira verde”. Perante esta situação, assegura ter-se deslocado à triagem e perguntado qual o critério para atender as pessoas que tinham a mesma cor, sendo que a resposta que lhe foi dada foi a “ordem de chegada”. Algo de que duvida, perguntando como será possível, ter sido a primeira paciente com pulseira verde naquela sala de espera pós-triagem, e nunca ter sido atendida ao longo das quatro horas que esperou.
“Esta equipa médica que hoje, dia 25/01/2018, esteve de serviço não poderá ser eficiente, pois se me foi atribuída a mesma cor que outras e cheguei primeiro, o expectável seria ser atendida primeiro que as restantes”, raciocina.
A leitora prossegue afirmando que, às 14 horas, sem ter comido, dirigiu-se à triagem para saber se podia desistir, porque já não conseguia estar naquelas condições, tendo apresentado a desistência para que mais tarde não chegasse uma conta da taxa moderadora, cujo montante ascende a, aproximadamente, 21 euros, “por um serviço inexistente e desumano”.
Ao pedir a justificação para a entidade patronal, a senhora conta ter também pedido o livro de reclamações.
“Pediram para aguardar porque uma colega da administrativa queria falar comigo. Aguardei, doente, tendo essa senhora me dito que ia falar com um médico para atenderem-me rapidamente, porque tinha razões para estar a reclamar”, explica-nos.
Aguardando novamente na sala pós-triagem, viu o seu processo ser novamente activado. “A senhora informou-me que já tinha falado com uma médica e que ela ia atender-me de seguida. Mas passar-se-ia mais uma hora, a juntar às restantes. “Não fui atendida por ninguém, chegando eu à conclusão que estes profissionais de saúde em pleno século em que vivemos, continuam a agir como se fossem elite, esquecendo a sua verdadeira missão: CUIDAR DOS DOENTES, tudo o que não fizeram”, reclama.