Bloco de Esquerda considera “inaceitável” a situação do CTT e quer serviço público

O Bloco de Esquerda denunciou no fim-de-semana as consequências negativas da privatização dos CTT. Paulino Ascensão, deputado do BE-Madeira na Assembleia da República, considerou “inaceitável” a situação que se vive actualmente, com a “degradação do serviço, o despedimento de trabalhadores, a substituição dos trabalhadores do quadro por precários sem direitos, sem contrato, que muitas vezes recebem ao dia”. Tudo, apontou, “para satisfazer a ganância de lucro dos novos accionistas privados dos CTT”.

Para o Bloco, a privatização dos CTT nunca devia ter acontecido. Por isso, o BE apresentou na Assembleia da República uma proposta para resgatar o contrato de concessão de serviço público, fundamental para as pessoas. Mas o PS, o CDS e PSD votaram contra, pelo que Paulino Ascensão considerou que fica claro “quem está preocupado com um serviço público importante, e quem está preocupado com o lucro dos accionistas”. A noção de serviço público é essencial, quando se anunciam novas privatizações, “como a Electricidade da Madeira ou a Horários do Funchal”.

“Se queremos garantir a qualidade, tem de ser o Estado a garantir esses serviços”, opinou. Por outro lado, denunciou “a hipocrisia e o cinismo do PSD”, em particular do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, que numa mesma  declaração, “quer estar bem com Deus e o diabo”, concorda que se reverta a privatização, mas também está preocupado com as pessoas que compraram acções do CTT.