PS-M vai apresentar propostas para as ligações marítimas e tece várias críticas ao actual modelo

O PS-Madeira vai apresentar uma proposta de resolução, na Assembleia Legislativa da Madeira, para a revisão do contrato de concessão da ligação marítima entre a Madeira e o Porto Santo. Conforme afirma o partido, “quando chega ao mês de Janeiro, os portosantenses ficam completamente isolados, no que diz respeito ao transporte marítimo e são obrigados a usar apenas o transporte aéreo, com todas as limitações que todos nós sabemos”.

 Carlos Pereira, líder do PS-M, esperava que o executivo de Miguel Albuquerque pudesse alterar esta situação e lamenta, por isso, que “em ano novo, vida velha, sobretudo, para os portosantenses”, que não vêem os seus problemas resolvidos no que toca às questões de mobilidade marítima, critica.

Nesse sentido, Carlos Pereira pretende que o Governo Regional reverta algumas matérias que existem, no presente contrato de concessão da linha marítima, no sentido de garantir que “quando o navio que faz a ligação entre a Madeira e Porto Santo estiver em manutenção os portosantenses tenham exactamente as mesmas condições que têm ao longo do ano inteiro”.

Carlos Pereira considera não ser admissível que um contrato de concessão feito com a mesma empresa, por tantos anos, “aquilo que se denomina de monopólio e que ganha tanto dinheiro com os madeirenses e portosantenses, “esteja um mês inteiro sem cumprir com o contrato”. Isto, afirma, não tem nenhuma lógica, não defende os madeirenses e é, sobretudo, uma ofensa para a dupla insularidade dos portosantenses”.

O PS-M diz que vai apresentar na Assembleia Legislativa da Madeira um projecto de resolução para assegurar, de uma vez por todas, a existência de uma ligação ferry regular entre a Madeira e o continente. O presidente do PS-Madeira aconselha o Governo Regional a equacionar de forma decisiva a aquisição de um navio para cumprir os requisitos básicos de mobilidade marítima, com regularidade, entre a Madeira e o Continente, por considerar que a Região não pode manter esta “situação instável e incerta” no que respeita à mobilidade marítima.