Saúde esteve em debate na ALRAM; JPP quer reduzir o peso das mochilas escolares

Fotos: Rui Marote

A saúde esteve de novo em foco ontem, no plenário da Assembleia Legislativa Regional. O deputado e coordenador do Bloco de Esquerda, Roberto Almada, abordou a situação dos enfermeiros, vários dos quais estão no desemprego, enquanto que outros são obrigados a emigrar, declarou.

 

Por outro lado, Almada voltou a abordar uma situação que tem sido recorrente nas intervenções deste deputado do BE, questionando a política relativamente à Saúde Mental no Serviço de Saúde da Região, que, recorde-se, tem inclusive merecido críticas públicas de médicos psiquiatras nas suas páginas nas redes sociais, como foi recentemente o caso com Luís Filipe Fernandes.

Há cerca de 1500 pacientes que não estão a ser devidamente acompanhados, opinou. Com consequências possivelmente graves, inclusive o aumento do número de suicídios.

Entre outros temas, foi debatido um projecto de resolução da autoria do JPP, no sentido de serem adoptadas medidas para reduzir o peso das  mochilas escolares, considerado exagerado e acima do clinicamente recomendado.

O JPP veio sugerir mais cacifos nas escolas, a desmaterialização, através da informática, dos manuais e outras medidas.

Também em foco nesta sessão, entre outros temas, esteve uma intervenção da deputada social-democrata Clara Tiago, que desta feita se debruçou sobre a natureza da democracia, a qual, considerou, está ameaçada pelo facto de as pessoas se terem acomodado tanto à mesma que já não sabem o que é viver em ditadura e alinham as suas queixas todas pela mesma bitola, classificando os políticos de “todos iguais”, demitindo-se do exercício do direito do voto.