Iluminações à espera do Tribunal de Contas com reajustamentos a cada dia que passa para a meta do (im)possível

Natal Luxstar C
Este é um dos trabalhos feitos pela empresa Luxstar, responsável este ano pela montagem das iluminações.

A montagem das iluminações de Natal e final de ano, um cartaz de excelência para o Turismo da Madeira, está atrasada em função da assinatura tardia do respetivo contrato, que só ocorreu recentemente. O Governo promete todo o apoio à empresa, a Luxstar, para que os prazos sejam cumpridos, mas a verdade é que são poucos os que acreditam que isso irá acontecer, ainda que as partes envolvidas garantam que serão feitos todos os possíveis para que a 1 de dezembro se faça luz de Natal no Funchal.

Para já, o começo da operação não foi bom. O contrato assinado tarde leva a que a respetiva montagem também ocorra fora dos tempos normais, além de que as especificidades do trabalho exigem uma preparação operacional que não tem nada a ver nem com dinheiro nem com vontades, mas sim com a sequência e o tempo que leva ao cumprimento dos requisitos correspondentes.

A secretaria do Turismo mantém esperanças no cumprimento dos prazos, promete fazer tudo para isso, mas enfrenta naturalmente a vertente legal do processo, que tem que seguir os trâmites normais, como seja por exemplo o visto do Tribunal de Contas, sem o qual nada pode avançar. E que, neste momento, ainda não chegou, como de resto é normal porque o processo é extenso e envolve complexidade a merecer estudo, tendo em vista a respetiva decisão.

Natal luzes Luxstar
Os trabalhos relacionados com as iluminações de Natal só estão à espera do visto do Tribunal de Contas para avançar. O processo já chegou atrasado ao TC.

Fonte ligada ao processo garante que a empresa está preparada, tem meios próprios, devidamente especializados, mas é obrigada a recrutar, para este trabalho, pessoal igualmente especializado, o que nem sempre é fácil, estando por consequência a reajustar, diariamente, toda a operação montada para ir para o terreno o mais rápido possível. Cada dia de atraso, é um reajustamento. E o impossível cada vez mais perto.

A mesma fonte diz que, não obstante a capacidade da empresa ser comprovada, o tempo é demasiado curto, a tal ponto de muitos já admitirem que poderá não ser possível ter a primeira fase a funcionar a 1 de dezembro. A empresa está apostada, dizem, em cumprir com os prazos. E o trabalho de preparação já está devidamente enquadrado na nova realidade, faltando apenas “luz verde” do Tribunal de Contas, para que evitar que os atrasos se agravem e, com isso, o pouco que ainda é possível se torne impossível em termos de prazos estabelecidos previamente.

Recorde-se que as iluminações deste ano prometem novidade, embora a nova secretária do Turismo, Paula Cabaço, ainda não tenha divulgado pormenores do programa, aguardando provavelmente o desbloqueio das normas legais para que a situação siga normalmente o seu percurso. O concurso teve como proposta vencedora aquela apresentada pela Luxstar, no valor de 1,8 milhões de euros.