Escola da Hotelaria nega pressões aos alunos, os pagamentos estão em dia e lembra que tem suportado os atrasos constantes dos fundos europeus

Escola Hoteleira
Escola da Hotelaria refuta acusações de pressões sobre os alunos. E lembra que quem quer trabalhar no setor não conta com horários convencionais.

A direção da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira já veio reagir ao que considera ser uma informação errada da Força de Estudantes da Madeira, que em comunicado tinha acusado os responsáveis daquela instituição de estarem a pressionar alunos no sentido de fazerem mais horas, além do que estava estipulado em termos curriculares, além de exigirem trabalho até à meia noite a alunos menores, com consequências daí advindas em termos de transporte.

Numa informação assinada por Jorge Gomes, na sequência de solicitação do FN sobre a situação denunciada pela FEM, a Escola Hoteleira desmente quaisquer pressões, diz que as 60 horas que são solicitadas aos alunos como atividade no Hotel da EPHTM integram as 503 curriculares, negando ainda atrasos nos pagamentos dos passes.

E aquele responsável diz mais, numa outra vertente do financiamento e que remete a discussão para outros patamares que têm a ver com a sobrevivência do próprio estabelecimento. A Escola vive, em termos financeiros, dos apoios europeus. E é aí que lembra os “constantes atrasos”, o que, também “constantemente, a administração desta escola recorra a mecanismos próprios (leia-se mecanismos financeiros próprios) para criar todas (e as melhores) condições aos nossos alunos e colaboradores”.

Mais à frente, um outro aspeto que a escola faz questão de sublinhar e que, indiretamente, tem relação com aquilo que se tem passado em algumas escolas da Região neste início de ano letivo e que motivaram já, por parte dois sindicatos, reuniões com o secretário e manifestações. Diz a EPHTM que as aulas na EPHTM começaram no dia 14 de setembro com todo o corpo docente e não docente em plenas funções, o que garantiu e garante que todos os nossos alunos tenham todas as suas aulas conforme planeadas (evitando assim aquilo que se verifica, infelizmente, em algumas escolas, onde os alunos não têm algumas aulas por falta de professores)”.

Aqui fica, pois, o contéudo da posição do diretor geral da EPHTM, enviado ao FN e que visa esclarecer a informação por nós publicada ontem:

“Das 503 horas de estágio, 60 horas – que correspondem apenas a 9 dias durante o ano letivo – são realizadas no Hotel da EPHTM a fim de que os alunos fiquem devidamente preparados para a realização do seu estágio curricular nas unidades hoteleiras com quem a EPHTM tem parcerias.

O que se pratica na EPHTM é o que se faz em todas as escolas profissionais de hotelaria e turismo a nível nacional e internacional e que possuem um hotel de aplicação, o que possibilita que os alunos tenham uma formação prática efetiva e real com consequências muito positivas na sua formação académica e profissional.

Ainda sobre o referido documento, em suma, o mesmo visa também, e porque muitos alunos desejam autonomamente ter mais horas de formação prática, premiar o seu empenho e dedicação e, por conseguinte, subjacente a este documento está um sistema de meritocracia que envolve um conjunto de incentivos (nomeação para futuros intercâmbios, eventos importantes, enriquecimento curricular, participação em eventos internacionais pelaescola) para os alunos que, para além das 60 horas queiram, por livre vontade, aprimorar as suas competências técnicas.

Não existe, pois, como facilmente se percebe, qualquer exploração a alunos ou funcionários desta escola. A EPHTM tem, actualmente, 100 colaboradores, dos quais 56 estão afectos à vertente operacional/hotelaria – os restantes 44 estão afectos ao ensino propriamente dito –  para um hotel com 20 quartos e um restaurante com capacidade para 60 pessoas . Por conseguinte, temos tido muito cuidado com o horário dos alunos, respeitando os períodos de descanso dos estudantes. Como todos sabemos, quem deseja exercer uma atividade profissional nas áreas da hotelaria e turismo sabe que os horários praticados não são os ditos convencionais (leia-se de 2ª a 6ª das 9 às 17 horas), todadia malgrado esta circunstância, existe sempre o máximo de respeito pelos períodos de descanso e de férias.

Quanto aos passes escolares, importa referir que a nossa escola compra diretamente os passes às transportadoras que operam fora do Funchal – concretamente a SAM, Empresa de Transportes do Caniço e Rodoeste (os alunos só têm que levantar os passes/vinhetas na secretaria da escola sem qualquer custo para os mesmos). Apenas e só os alunos que adquirem os passes na Empresda Horários do Fucnhal é que têm que fazer o adiantamento. Porém. assim que apresentam o respetivo recibo de pagamento, a escola procede, de imediato, ao reembolso aos respetivos alunos. A existir algum aluno que não tenha sido reembolsado é porque não entregou na secretaria o respetivo recibo.

Mais ainda: para além dos passes escolares, a EPHTM fornece as refeições a todos os alunos, o que, claro está, faz com que os pais dos nossos alunos não tenham encargos financeiros com os passes escolares, alimentação (enquanto os alunos estão na escola) e propina (o ensino nesta escola é gratuito e nenhum aluno paga qualquer propina e mensalidade.

Como é público e já foi por demais referenciado na comunicação social, os atrasos nos quadros comunitários são constantes e continuam a ser uma realidade (sendo o Fundo Social Europeu a única fonte de financiamento da EPHTM). Tal circunstância faz com que, constantemente, a administração desta escola recorra a mecanismos próprios (leia-se mecanismos financeiros próprios) para criar todas (e as melhores) condições aos nossos alunos e colaboradores (a quem sempre foi assegurado escrupulosamente o seu vencimento ao fim de cada mês).

Dito isto, e em jeito de conclusão, refiro que as aulas na EPHTM começaram no dia 14 de setembro com todo o corpo docente e não docente em plenas funções, o que garantiu e garante que todos os nossos alunos tenham todas as suas aulas conforme planeadas (evitando assim aquilo que se verifica, infelizmente, em algumas escolas, onde os alunos não têm algumas aulas por falta de professores).

Estamos todos imbuídos que passa por continuar a fazer aquilo que de bom tem sido feito e melhorar os aspetos menos positivos que existem em qualquer escola/organização.