Estepilha: D. Emanuel Câmara, o “Popular”?

Rui Marote
Na tomada de posse da Câmara Municipal do Funchal, com um ângulo favorável, não resistimos a fotografar Emanuel Câmara, autarca do Porto Moniz convidado, que se enquadrou, curiosamente, com um retrato no Salão Nobre da CMF, de D. Luís I Rei de Portugal, que teve o cognome de “O Popular” pela maneira como convivia com todos os portugueses.
O monarca muito bondoso, ao longo do seu reinado e animado pela ideia de fazer progredir  Portugal, lutou todavia com os problemas de uma nação que persistiam devido à irresponsabilidade parlamentar e à falta de uma consciência unificadora e patriótica. No entanto, conseguiu fazer coisas importantes: acabou com a pena de morte em Portugal e aboliu a escravatura em todos os territórios portugueses. D. Luís subiu ao trono na sequência da inesperada morte do irmão, D. Pedro V.
Estepilha: será Emanuel Câmara agora o “Popular” entre os socialistas, tendo anunciado candidatar-se à presidência do PS-Madeira para fazer a mudança na Madeira e Porto Santo em 2019…? Essa irresponsabilidade à falta de uma consciência unificadora é idêntica a um dos males que D. Luis I enfrentou durante o seu reinado, e ao qual Emanuel Câmara não mediu as consequências. A sua popularidade pode esfumar-se e a coroa de “rei do norte” ser insuficiente a tais pretensões.
Acontece que o Rei D. Carlos Pereira está ainda bem vivo e instalado no castelo da rua da Alfândega. Usa veleiro, como o rei navegador, e tem coletes e verylights, armas suficientes para afastar a cobiça de alguém que prefere tentar ser rei por alguns dias do que ser presidente da Câmara por mais dois mandatos…