Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinalado na Madeira

Na sequência da passagem do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o Núcleo da Madeira do Movimento Erradicar a Pobreza realizou hoje, dia 17, uma iniciativa de contactos e esclarecimentos à população no centro da cidade do Funchal.

O movimento salienta que, “de todas a provações e desafios a que o Povo Português e o País estão sujeitos, a POBREZA é a mais gritante injustiça que ameaça pôr em causa a nossa vida colectiva, tocando irremediavelmente na dignidade humana”. E prossegue: “as constantes mudanças impostas pelas políticas seguidas, e sofridas pelo Povo, têm vindo a descaracterizar o modelo social consagrado na Constituição da República Portuguesa, que os portugueses amplamente sufragaram para converter as funções sociais aí inscritas, nas de um Estado de protecção minimalista, supletivo de protecção privada. A abordagem dos problemas da pobreza e exclusão social em Portugal tem sido fortemente condicionada por uma ideologia ligada ao assistencialismo e a medidas de emergência social que são apenas imediatistas e não constituem medidas para a erradicação da pobreza”.

Ora, num quadro democrático “é inaceitável que ainda haja graves desigualdades sociais e que a riqueza produzida não seja distribuída com maior equidade; que ainda haja salários, pensões e reformas miseráveis; que o abandono escolar não tenda a decrescer significativamente; que o acesso a necessidades básicas, como a água, saneamento básico, electricidade, habitação condigna ainda não sejam uma realidade para todos; que os trabalhos, mesmo em sectores que têm vindo a prosperar entre nós, como a hotelaria, continuem precários e mal pagos; que os transportes públicos não sejam ainda universais; que a carga fiscal continue pesada e que a protecção social esteja a diminuir”.

Neste contexto, o Movimento Erradicar a Pobreza, cujo âmbito de acção visa ajudar a combater as causas deste flagelo, reconhecida violação dos direitos humanos, consagra nos seus princípios, estabelecidos no manifesto que esteve na sua origem, que o combate pela erradicação da pobreza passa por uma política para o país “que tenha como prioridades o pão e os direitos de quem trabalha, a produção e a justa distribuição da riqueza, o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, ao salário, à educação, à saúde e à segurança social públicas, universais e solidárias”.

“Só é possível acabar com a pobreza, acabando com a injustiça social, e erradicar a pobreza depende fortemente da existência de vontade política para tal desiderato”, refere.


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