
Célia Pessegueiro conseguiu, na Ponta do Sol, uma vitória relevante. Para si, porque conclui com sucesso anos de insistência em matéria de trabalho no concelho, mas também para o Partido Socialista, que assim compensa a derrota no Porto Santo e mantém a liderança direta em três Câmaras e indireta no Funchal, através do apoio à Coligação “Confiança”.
A candidata socialista teve mais votos mas nem por isso pode contar com vida facilitada. A vitória, sendo vitória, não é folgada e em termos de representatividade dá empate com o adversário mais próximo, o PSD, com dois vereadores cada. O desempate caberá à vereadora eleita do CDS/PP, Sara Madalena.
Célia Pessegueiro ainda está a avaliar as diferentes possibilidades e não quer avançar com cenários, diz que essa é função dos comentadores. Mas em cima da mesa, estão, na realidade, várias possibilidades, ou um acordo que permita dar maior funcionalidade à vida autárquica, ou negociações pontuais. Uma coisa é certa: aquela que será, neste mandato, a presidente da Câmara, promete “diálogo com os parceiros de vereação”. Ainda não houve tempo para falar, nem com o PSD nem com o CDS/PP. Diz que “todas as possibilidades serão colocadas em cima da mesa, atendendo aos resultados e aos mandatos, de modo a viabilizar a governabilidade da Câmara. A postura dos outros partidos foi sempre a de trabalhar em favor da população da Ponta do Sol, tenho a certeza que ambos estarão disponíveis para analisar uma solução”.
Para a recém eleita presidente da Câmara da Ponta do Sol “o concelho ganhou com estes resultados. Ficou a ganhar a Ponta do Sol, ficou a ganhar a democracia. É um arejamento e até foi uma escolha há muito desejada pelas pessoas e agora concretizada numa altura em que o eleitorado considerou que estavam reunidas as condições para essa mudança”.
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