Miguel Gouveia espera que a “lufada de ar fresco” na governação da Câmara do Funchal chegue em breve a toda a Região

miguel silva gouveia
“As pessoas revêem-se nesta forma de fazer política na Câmara do Funchal, uma forma aberta, de inclusão, de cidadania”.
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A Coligação Confiança sai reforçada destas eleições autárquicas no concelho do Funchal. Paulo Cafôfo e a sua equipa conseguem ganhar com maioria absoluta e aumentam o número de vereadores relativamente a 2013. Passam de cinco para seis, o que se traduz numa manifestação do eleitorado que sai em favor da liderança autárquica nestes quatro anos.

Miguel Gouveia, o número dois de Cafôfo, considera que “foi uma vitória de uma campanha positiva, das ideias e do pensamento estratégico, relativamente ao que deve ser a cidade. E demonstra, também, um amadurecimento democrático da nossa sociedade, que percebe a diferença entre uma campanha pela positiva, pelo debate de ideias e construtiva, de campanhas assentes na maledicência, no fundo campanhas sujas e negras em algumas circunstâncias, que tivemos oportunidade de denunciar e que em nada contribuem para o enaltecimento e o desenvolvimento da cidade. Acho que essa foi uma das tónicas que justificaram esta maioria absoluta”.

Para o vereador da “Confiança”, é importante ter em conta que “quando se ganha é preciso também ver como se ganha e os instrumentos que utilizamos nesse sentido. Não pode valer tudo e os fins não podem justificar os meios.  Os nossos meios assentaram numa campanha positiva. Além disso, o nosso trabalho de quatro anos, com seriedade, transparência e responsabilidade, mereceu um voto de confiança por parte dos funchalenses. Temos que honrar essa confiança”.

Não obstante estarmos perante eleições para os orgãos locais, a verdade é que há sempre uma extrapolação para os níveis políticos da Região. Colocado perante a visão que muitos defendem de que, a partir da Câmara, vislumbram-se alterações na política global da Região, Miguel Gouveia é claro ao afirmar que “aquilo que podemos ver na Câmara do Funchal é o contexto das práticas que queríamos ver replicadas em toda a Região, seja ao nível do poder regional, seja ao nível do poder local. E essas práticas correspondem ao diálogo, a discussão pela positiva e acima de tudo uma certa sobriedade institucional. E as pessoas revêem-se nesta forma de fazer política na Câmara do Funchal, uma forma aberta, de inclusão, de cidadania. E espero que possamos beneficiar, dentro em breve na Região, desta lufada de ar fresco que tem sido a governação na Câmara do Funchal, bem como noutras câmaras da Região”.

Para estes quatro anos, a Educação, a Reabilitação Urbana, o investimento infraestrutural nas zonas altas e a componente social, são as traves mestras para o novo mandato que começa agora. Miguel Gouveia diz que “é preciso não dormir à sombra da maioria absoluta, procurar estabelecer pontes de entendimento com as outras forças políticas e é este diálogo que acaba por enriquecer as propostas e beneficiar a cidade, que é o que todos nós pretendemos”.