Pedro Ramos visitou bombeiros e comentou aos jornalistas a greve dos enfermeiros

Agora com a tutela da Protecção Civil, o secretário regional da Saúde anda a estabelecer contactos de proximidade com os bombeiros. Foi o que fez hoje com os Municipais do Funchal e os Voluntários. O secretário da tutela, Pedro Ramos, disse que estes contactos “visam obter um enquadramento geral da totalidade dos recursos, entre meios e operacionais”, para saber a sua capacidade de resposta.

Referindo-se aos recentes incêndios da zona oeste da Madeira, Pedro Ramos mostrou-se satisfeito com o combate aos mesmos, que envolveu múltiplas corporações de bombeiros e permitiu “proteger os cidadãos e os seus bens”.

O governante referiu que, ao abrigo do POSEUR, há verbas adicionais que serão utilizadas em 2018 e 2019 para dotar de mais veículos e equipamentos os bombeiros. Para além disso, poderão ser usados meios aéreos no próximo ano, referiu. Em breve será abordado este e outros temas relacionados com a Protecção Civil, numa reunião que decorrerá em breve em Lisboa, com o secretário de Estado da Administração Interna.

Há uma estimativa de um milhão e duzentos mil euros para dotar a RAM de um helicóptero e da melhoria de comunicações, bem como de estudos da ARM e EEM sobre as localizações dos poços de rega e dos cabos de alta tensão, informações essenciais para o funcionamento do aparelho no âmbito do combate a fogos. Pedro Ramos espera que esta verba antecipada possa ainda vir a diminuir. O objectivo da RAM é que o Estado português comparticipe.

Relativamente à greve dos enfermeiros, Pedro Ramos disse que os sindicatos ainda não se entenderam com o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças, e que este problema está já na posse do primeiro-ministro e do presidente da República. Da parte da RAM, declarou, “respeitamos todas as formas de luta, independentemente da forma como são realizadas. Não vamos discutir se são legais ou ilegais”, disse, atribuindo a responsabilidade de o determinar a outras entidades. O direito à greve pertence a todos, referiu, “desde que sejam assegurados os direitos da população”. Na RAM, considerou, isso tem “decorrido com normalidade”.