Rubina Leal acusa ‘Frente Mar’ de falta de transparência e de incumprimento da lei

Foto PSD

Rubina Leal acusou ontem o Município do Funchal de “falta de transparência” no que diz respeito às contas da ‘Frente Mar’, uma entidade municipal que surge com os piores resultados líquidos em 2016 e com prejuízos na ordem dos 312 mil euros.

O atual executivo camarário continua a não cumprir as obrigações exigidas por lei, ao não publicitar as contas públicas da Frente Mar nos sites públicos, alertou a candidata do PSD à Câmara Municipal do Funchal ontem (quarta-feira), numa vista ao Complexo Balnear da Barreirinha .

“Estamos perante uma empresa municipal, a Frente Mar, que se pauta pela falta de transparência e pelo não cumprimento da Lei, pois não divulga as contas nos ‘sites’ públicos”, afirmou Rubina Leal, lembrando que vários partidos, incluindo o PSD, têm solicitado junto da Câmara a divulgação de documentos que demonstrem a forma como os dinheiros públicos têm sido aplicados.

“Até ao momento, não foi dada qualquer resposta”, disse a candidata, que não compreende como é que uma empresa como a Frente Mar, tem prejuízos superiores a 312 mil euros.

Para Rubina Leal os resultados negativos da Frente Mar são incompreensíveis, tendo em conta o aumento do número de utentes e, paralelamente, a associação dos parcómetros e dos parques de estacionamento a esta empresa municipal.

Os parcómetros e os parques de estacionamento, explicou Rubina Leal, passaram a ser geridos pela empresa, e mesmo com a Autarquia a dizer que o número de utilizadores aumentou, a Frente Mar acaba por ser a empresa municipal do país como piores resultados financeiros.

“Não se percebe como é que não foi possível dar resultados positivos. Isto só revela a má gestão desta empresa”, afirmou, criticando a forma como o atual executivo municipal tem escondido as contas da população.

A conclusão é óbvia. “A transparência também nesta empresa não existe. Os políticos têm que se pautar pela transparência e pela boa gestão dos dinheiros públicos”, frisou, dizendo que a candidatura social-democrata à Câmara tem o dever de esclarecer a população sobre a forma nada transparente como o Funchal tem sido governado nos últimos quatro anos.