Estepilha! Alguém defenda o Ministério Público no “oásis” que é a Madeira

 

Ilustração de José Alves.

O Estepilha não compreende o espanto dos cidadãos perante a falta de arrojo e celeridade do Ministério Público na Madeira, na averiguação das responsabilidades criminais da tragédia do Monte. É que o procurador Nuno Gonçalves chegou tarde, é que se adulteraram provas, é que o MP anda com os olhos vendados ou aos ziguezagues…

Aos críticos do MP e respetivo procurador de turno, o Estepilha assobia para o ar e questiona: afinal, que filme têm visto estes anos todos na Região Autónoma da Madeira para se surpreenderem com a intervenção tardia, mastigada e à defesa da justiça no Monte? Acaso um vírus apagou do vosso sistema ou das vossas memórias o estado da justiça made in Madeira ao longo das últimas três décadas?

Rebobinem por favor e venha o flasback. Em que caso viram a atuação célere e arrojada do MP na Madeira? Caso Milho Frito? Caso sicrano ou beltrano…? Não peçam ao Estepilha para abrir o livro sobre tão diligente máquina. Se alguém não cumpriu briosamente o seu papel foram os jornalistas, essa tropa de intrometidos e leigos que nada percebe de Direito, confunde a nuvem com Juno e fala do que não sabe.

O Estepilha também gosta da brincadeira mas é obrigado a ir ao cerne da questão: muitos terão olvidado que a Madeira é uma pequena aldeia, onde todos se conhecem, socializam e (splash!) se apaixonam… O mais são votos de louvor dados por este oásis para o curriculum. Por conta deste “bailinho” bem pesado, onde a malta é bem porreira, nunca valerá a pena  aplicar com rigor e doa a quem doer os códigos que aprenderam nas faculdades e nas pósgraduações.