O candidato centrista à edilidade funchalense, Rui Barreto, criticou hoje as “guerras e guerrilhas” que considera existirem entre o Governo Regional e a CMF, que “prejudicam munícipes também na questão do abastecimento de água”.
Diz um comunicado do CDS que entre 2011 e 2013, foram investidos mais de 10 milhões de euros na renovação da rede do Funchal e mesmo assim, a cidade é recordista nas perdas, por inacção quer da CMF, quer da Águas e Resíduos da Madeira (ARM).
Barreto considera fundamental aproveitar cabalmente os investimentos feitos, e assegura que, enquanto candidato do CDS, dará prioridade à boa gestão dos recursos ambientais, entre os quais a água. “Menos desperdício significará menos custos para os munícipes”.
“Os números hoje conhecidos, relativos ao desperdício de água no concelho do Funchal – 113 milhões de metros cúbicos só em 2016 – revelam de forma clara as consequências da falta de colaboração e do clima de guerrilha entre o actual executivo autárquico e o Governo Regional (…)”, salienta. “As ameaças de corte ao abastecimento na água de rega são a ilustração da falta de competência quer da Câmara Municipal do Funchal (CMF) quer a Águas e Resíduos da Madeira (ARM) na gestão da água, um bem que além de essencial é escasso”, fulmina.
O CDS salienta que foram instalados 18 quilómetros de rede de rega, recuperados três reservatórios, propriedade da CMF e recuperada a Levada do Bom Sucesso, que a par da Levada dos Tornos, iria abastecer os ditos reservatórios. Foi também dada aos munícipes a possibilidade de instalarem a rede de água dual, que permite poupança de água potável e uma melhor gestão ambiental.
“Depois disso, o que foi feito? Quer a actual vereação da CMF, quer a ARM, não deram sequência a estes investimentos nem aproveitaram cabalmente as mais-valias. Preferiram alimentar um clima de guerrilha sacudindo, literalmente, a água do respectivo capote e agora, chegámos a este ponto”, acusa.
“Hoje, a CMF anuncia um investimento de 250 mil euros para minimizar as perdas de água. Pois bem, a candidatura do CDS não está contra esse investimento. Pelo contrário. Mas pede ao actual executivo que olhe e obrigue a ARM a olhar para as infraestruturas resultantes de investimentos de 10 milhões de euros, feitos entre 2011 e 2013, e perceba de que forma podem também ser maximizadas. Os investimentos pontuais resolvem problemas pontuais, mas não resolvem problemas estruturais (…)”, declara Rui Barreto.
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