Banca de gelados obstrui boca de incêndio no centro do Funchal

Fotos: Rui Marote

O FN não é, obviamente, contrário à iniciativa privada, às microempresas, ao comércio de rua, etc. Aplaudimos tudo o que seja gerador de postos de trabalho e que contribua para a economia madeirense, bem necessitada. Mas pasmamos com aquilo que se autoriza, ou se permite, em plena cidade do Funchal (e não só, mas neste caso reportamo-nos à nossa urbe). Já não basta a ocupação quase selvagem de ruas com esplanadas de todo o género, entre as quais o transeunte tem de circular num espaço pedonal reduzido. Agora até encontramos balcões que, na via pública, obstruem bocas de incêndio. Aquelas que noutros países, porventura mais civilizados, se encontram sempre afastadas das fachadas dos edifícios e perto das quais ninguém pode estacionar, sob pena de severas multas e mesmo de ver o carro rebocado.

Aqui, parece que não há qualquer problema em obstruir estes equipamentos. Foi com isso que nos fomos deparar no espaço frente à pastelaria Penha de Águia ao pé da Sé, na zona habitualmente conhecida como “das floristas”.

Questionamos: está correcto? Não nos parece. E é claro que não é esta a coisa mais importante do mundo, mas é prestando atenção a estas pequenas coisas que melhor se governa uma cidade.