38 anos depois Angola na expectativa para ver quem será o sucessor de Eduardo dos Santos

Foto de Luanda: Portal de Angola

Os angolanos foram ontem às urnas. A votação decorreu entre as 07:00 e as 18:00 e a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) ainda não avançou com resultados preliminares. Indicou apenas que o irá fazer nas próximas horas.

Há 38 anos no poder, José Eduardo dos Santos cede o lugar. A quem? Ao novo homem forte do MPLA, João Lourenço ou ao líder da Unita, Isaías Samakuva?

Às eleições concorreram o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), a Convergência Ampla de Salvação de Angola -Coligação Eleitoral (CASA-CE), o Partido de Renovação Social (PRS), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a Aliança Patriótica Nacional (APN).

Os 9.317.294 eleitores angolanos votaram em 12.512 assembleias de voto espalhadas de norte a sul do país, que incluíram 25.873 mesas de voto, algumas instaladas em escolas e em tendas, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda.

Refira-se que a Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do executivo, conforme define a Constituição.

Aliás, foi nesses moldes que já decorreram as eleições gerais de 2012.