Crónica Urbana: Cafôfo “justifica” embargo do Savoy para agradar contestatários

Rui Marote
Nos anos 50 assisti pela primeira vez no ex-Campo do Almirante Reis, numa praça de touros, a um espectáculo de luta livre.
Recordo os cartazes: “vale tudo menos tirar olhos”, com o famoso lutador português Tarzan Taborda.

Estamos a um mês e quinze dias das eleições autárquicas e há candidatos das “favas contadas” que não olham a meios para conseguir os seus fins.
Depois de uma tragédia, toca a arranjar um fait divers para agradar aos eleitores que estão a banhos.
Nomeadamente, embargar parcialmente as obras do Savoy na Rua Imperatriz D. Amélia, cujas fotos em 3D, das fachadas dos edifícios naquela artéria publicámos, para que os leitores possam tirar conclusões, uma vez que estão envolvidas num véu que separa a realidade.

O promotor tem dez dias para contestar o referido embargo. Se estão convencidos que irão atrasar a obra, tirem o cavalinho da chuva, porque toda essa área leva um avanço significativo aos prazos.
Estava prevista no mês de Setembro a demolição do Santa Isabel e a transferência do time share e dos serviços administrativos da obra para um edifício localizado na Rua Imperatriz D. Amélia, praticamente concluído, na área que envolve o embargo. Estou convencido, pelo conheço da força de mão de obra do AFA, que o que é para amanhã fica pronto hoje.
No entanto os trabalhos continuam a um ritmo alucinante no edifício principal, para ficarem concluídos numa inauguração a meados de Setembro. As árvores crescem e toda a restante arborização está 100% consumada.
A praça do turista e a Rua do Favila ficam concluídas na última semana de Setembro, a poucos dias do acto eleitoral, para serem inauguradas pelo presidente Paulo Cafôfo, uma vez que a rua é uma obra da responsabilidade do Município, que foi adjudicada ao AFA por concurso.

Até lá, esta tempestade num copo de água passará de aviso laranja a bonança.