Parque infantil na vila da Calheta custou 200 mil euros mas é criticado pela falta de espaços à sombra para as crianças

O parque precisa de nova intervenção para criar espaços verdes. Fotos FN.

O novo parque infantil da vila da Calheta está a suscitar críticas por parte dos visitantes que demandam este concelho em época estival. Tudo porque a Câmara Municipal gastou 200 mil euros numa infraestrutura sem sombra para as crianças. Um reparo que, ao que nos informam no local, já foi feito à autarquia mas que ainda não teve qualquer eco.

Este espaço lúdico está implantado na cobertura do parque de estacionamento junto à praia, na Praceta 24 de junho. Foi construído pela empresa  “Somuros-Obras Públicas e Particulares, Lda” e as atrações são vistas como “muito interessantes” por parte das famílias. A Câmara Municipal da Calheta tem o mérito de “ter criado um espaço necessário e interessante”, com “variedade de jogos lúdicos”. No entanto, “peca por não ter nenhum espaço verde que proporcione sombra às crianças”, com temperaturas altas que a Calheta tem sempre, em particular no verão”.

O parque está dividido em duas partes, sendo que a primeira, logo à entrada, é destinada a crianças dos 6 aos 12 anos, tendo como principal atração um barco gigante com diversos pontos de interesse e um baloiço para crianças com mobilidade reduzida. A segunda parte, virada para o mar, é reservada aos mais pequenos, também ela desenhada de forma criativa.

A vedação não tem constituído um problema, mas, a faer nova intervenção, a autarquia poderia aumentar a altura da área que separa a ribeira do parque para prevenir incidentes.

O moderno parque tem, segundo revelam os populares, “pouca utilização durante o dia, dadas as altas temperaturas e a ausência de sombras”, pelo que só ao fim da tarde, início da noite, é mais procurado pelos visitantes, locais e fora da Calheta. Um “desperdício” que urge remediar para rentabilizar esta infraestrutura lúdica.

Numa futura intervenção da autarquia, a população também sugere que a área vedada do parque, que dá para o desaguar da ribeira vizinha, tenha “uma vedação mais alta em nome da prevenção de incidentes”.