
*Com Rui Marote
Com a polémica ao rubro por conta da construção do novo Hotel Savoy, o FN apurou que estiveram ontem reunidos 60 engenheiros nas instalações do novo empreendimento hoteleiro, na Avenida do Infante.
A iniciativa partiu da Ordem dos Engenheiros da Madeira, tendo o seu presidente, Pedro Jardim Fernandes, confirmado ao FN e enquadrado a mesma estritamente no âmbito de uma “visita técnica, regular que a Ordem costuma promover junto das obras para partilha de conhecimento científico”. Por isso mesmo, não se pronuncia nem sobre as críticas nem sobre as impressões com que ficou desta construção monumental de engenharia moderna.
Bem recentemente, visitaram também os trabalhos de construção do novo Hotel Savoy Palace, um grupo de engenheiros franceses para conhecer “in loco” as novas técnicas de engenharia civil que estão a ser implementadas na Madeira por conta do novo Hotel Savoy Palace que vê parte dos trabalhos, virados para a Rua Imperatriz D. Amélia, embargados por decisão da CMF.
Pedro Jardim Fernandes insiste em sublinhar que a iniciativa não foi divulgada à comunicação social porque foi “uma visita regular, interna, solicitada pela Ordem dos Engenheiros, como é habitual acontecer com outras obras, desta feita para conhecer as boas práticas da engenharia civil, bem como o tipo de soluções estruturais que estão a ser utilizadas numa obra de grande dimensão como esta”. Uma ação orientada pela equipa de engenheiros e projetistas do Grupo AFA, na qual também participou o eng.º Danilo Matos, entre outros especialistas da engenharia.
Esta espécie de “visita de estudo” proporcionada pela Ordem dos Engenheiros foi considerada “oportuna e útil, numa altura em que a última laje está a ser betonada. Para um engenheiro civil, independentemente de gostar ou não daquela intervenção, conhecer os desafios estruturais com que o professor se confrontou, ouvir da sua boca, com a simplicidade e a certeza com que nos explica, as soluções técnicas e científicas que escolheu e, depois, ir ao sítio e ver o resultado, é uma lição ao vivo fantástica. Encontrámos soluções com o recurso a pré-esforço em vigas de 25 metros para receber as cargas transmitidas pelos pilares de 10 pisos, uma escada de 2 pisos pendurada em tirantes e o recurso a estrutura metálicas”.
O nosso interlocutor, que preferiu não ser citado porque integrou um grupo em ação de formação salienta ainda que “uma vez concluído, o Savoy será o maior edifício da Madeira e, em termos de engenharia, juntamente com o Casino, o mais complexo em termos de estruturas. Estamos na presença de um edifício de 20 pisos, 15 acima da Estrada Monumental e 5 abaixo, que se desenvolve transversalmente ao longo de cerca de 180 metros”.
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