Cafôfo quebra silêncio e esclarece que a árvore que matou 12 pessoas nunca esteve sinalizada com perigo e desconhece queixas

Paulo Cafôfo anuncia peritagem técnica à árvore que matou 13 pessoas. FOTOS RUI MAROTE.

*Com Luís Rocha e Rui Marote

Cerca de mais de 6 horas após a tragédia que vitimou 12 pessoas no Monte, Paulo Cafôfo faz declaração neste momento. O presidente da Câmara Municipal do Funchal garantiu que estudou os dossiers e a árvore que caiu, um carvalho, em momento nenhum esteve sinalizada como árvore em perigo de queda”.

Paulo Cafôfo esclareceu também que, em momento algum, deu entrada na CMF quaisquer reclamações ou queixas para proceder à limpeza, nem da Junta de Freguesia do Monte nem de cidadãos particulares. Todos os pedidos entrados na CMF dizem respeito à limpeza de plátanos no Monte e não um carvalho, nem a árvore caída estava amarrada em cabos.

Cafôfo garante que assumirá as responsabilidades que se comprovarem pertencer à CMF.

Embora não o tivesse mencionado explicitamente, o carvalho estava localizado em terreno privado – propriedade da Diocese do Funchal – e tratava-se de um carvalho sobranceiro ao Largo da Fonte.

Paulo Cafôfo não quer alimentar polémicas com o Governo Regional, diz que não foi convidado a estar presente na conferência de imprensa do GR e que, sim, foi convidado pelo Presidente da República a acompanhá-lo na visita ao Monte.

O autarca enumerou várias intervenções de limpeza de ramagens no Monte, até com grua telescópica, e desde 2014, a autarquia já abateu 11 árvores no Monte.

Paulo Cafôfo expressa condolências às vítimas, mostra-se disponível para prestar toda a ajuda necessária e  garante que deu ordens no sentido de mandar fazre uma peritagem técnica.

O presidente da CMF e demais vereação dão a cara neste balanço à tragédia, com Miguel Gouveia, vice-presidente, e Idalina Perestrelo, vereadora do Ambiente.