Obras na escola com aulas a começar leva Menezes de Oliveira a questionar opção de Sérgio Marques

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O presidente da Câmara do Porto Santo questiona o início das obras da escola no mês em que começam as aulas.

A secretaria regional de Sérgio Marques, que tutela as obras públicas, decidiu avançar com a obra daquela que é uma uma infraestrutura há muito tempo aguardada pela população do Porto Santo, muito particularmente a comunidade escolar: a nova escola Básica e Secundária Dr. Francisco Freitas Branco. Os trabalhos, segundo refere o JM, de acordo com informações fornecidas pelo Governo Regional, começam em setembro, sendo esta uma questão que está a suscitar dúvidas e preocupações por parte do presidente da Câmara Municipal local, bem como por muitos professores e alunos daquele estabelecimento.

Menezes de Oliveira reclama, há muito, um passo em frente na decisão do Executivo Regional sobre as obras da escola, mas diz que esta decisão do gabinete do secretário Sérgio Marques tem “um grande problema de timimg, uma vez que prevê o início das obras para o mês em que começam as aulas”. E é aqui que o autarca e alguns setores da população levantam certas questões, nomeadamente “a forma como o amianto será removido, uma vez que se colocam algumas dúvidas sobre a segurança”, questionando-se “se efetivamente o Governo pensou mesmo na decisão que tomou e as respetivas consequências para jovens em pleno período de aulas, bem como docentes e pessoal não docente, se ao invés, esta informação dada para o exterior representa apenas mais uma promessa que surge em momento pré eleitoral”.

Menezes de Oliveira considera que é, no mínimo, “duvidoso, que o avanço dos trabalhos, que têm sido sucessivamente adiados, seja anunciado agora. O Porto Santo quer este investimento e é uma necessidade extrema para a comunidade escolar, mas jamais poderíamos pensar que o Governo ia começar as obras precisamente no mês em que começa o ano letivo, depois dos meses de férias, onde os trabalhadores poderiam circular tranquilamente, sem colocar em causa alunos, professores e pessoal não docente, além de que há o perigo acrescido da remoção do amianto, que como se sabe é uma questão que coloca em perigo a saúde pública”.

Apesar de tudo, mantendo o alerta e as dúvidas, mas partindo do pressuposto da inflexibilidade da decisão governamental, o presidente da Câmara quer mesmo é que “a nova escola seja feita”, uma vez que se trata de um melhoramento que “vai beneficiar o Porto Santo”. Pede, contudo, que o Governo tenha em linha de conta estas preocupações, apesar de considerar que “mandava a prudência e a lógica do bom relacionamento, que a secretaria do Dr. Sérgio Marques tivesse uma palavra para com a Câmara. As autoridades locais mereciam ter sabido, de forma institucional, a intenção do Governo”.