“A política que vou defender no Porto Moniz não é só para meia dúzia”

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“Não vou focar a minha atenção apenas na escola e nos idosos, porque existe muito mais no Porto Moniz, há muito mais gente a precisar de apoio”. Foto Rui Marote

O Movimento Partido da Terra (MPT) candidata Roberto Rodrigues à Câmara Municipal do Porto Moniz, uma aposta que se enquadra na lógica dos pequenos partidos, ou seja visando a eleição de um vereador, facto já de si considerado relevante para as ambições que aquele partido definiu e que transmitiu aos candidatos que, ao longo de toda a Região, têm a missão de aumentar o número de votos.

Chegou o tempo dos pequenos partidos

“Chegou o tempo do Porto Moniz dar confiança aos pequenos partidos, uma vez que os grandes já demonstraram todo o seu trabalho e já todos sabem o que valem”. As pequenas estruturas partidárias apresentam-se ao eleitorado com um conjunto de iniciativas, aguardando que a sua mensagem possa, de alguma forma, chegar ao objetivo final, que é o voto. O MPT não foge a essa regra e Roberto Rodrigues mostra-se empenhado em conseguir um bom resultado, sabendo que, para isso, “o trabalho no terreno é muito importante”.

Aproveitar o potencial do Turismo

Natural do Continente, o candidato não vive em Porto Moniz, mas afirma conhecer bem a realidade do concelho, tem lá muitos amigos e mantém-se atualizado relativamente ao trabalho ali desenvolvido, bem como das necessidades que se colocam, hoje, à população. Indica o Turismo como mola impulsionadora do desenvolvimento, considera mesmo que “o concelho do Porto Moniz tem um grande potencial ao nível da atividade turística, da mesma forma que podemos aproveitar muito bem as condições para a pesca e para a agricultura. Claro que o turismo é o ponto forte, que deveria ser olhado de uma forma mais objetiva e produtiva”.

Reabertura das estradas regionais

Roberto Rodrigues afirma que o turismo no Porto Moniz “é uma área mal aproveitada, vejo que está muito por fazer”, e neste contexto aponta um dos objetivos que defende, “a reabertura das estradas regionais”, reconhecendo ser determinante a realização de “pequenas obras”, no sentido de garantir mais segurança, proporcionando, simultaneamente, um atrativo para os turistas estrangeiros, nacionais e também para a população madeirense. “As estradas são bonitas e não deve ser uma fortuna para colocar aquilo em condições”.

Ainda no setor turístico, diz que o incremento nunca poderá ser feito através do aumento no número de camas. Porque se isso acontecesse “iria retirar fonte de negócio a quem já está. Temos que garantir um equilíbrio da atividade hoteleira no concelho”.

Pela encosta as pessoas apanham os túneis todos

Porto Moniz concelho de passagem explica-se, segundo Roberto Rodrigues, pelo facto de haver acessos pouco apelativos em termos de paisagem. Pela encosta, o fluxo turístico é maior, mas pessoas apanham aqueles túneis todos e depois disso é difícil captar o interesse. “Quem vem de cima é que pode observar aquela bela paisagem, vendo o Porto Moniz lá em baixo. Um verdadeiro postal, que deveria ser melhor aproveitado.

O candidato do MPT é, profissionalmente, fiscal de exploração dos transportes públicos. Afirma-se disposto a lutar até ao fim por um lugar na Câmara. E vai privilegiar dois meios que considera fundamentais para chegar ao eleitorado, um mais idoso, outro mais novo. O porta a porta e a exploração do mundo da internet, nomeadamente através das redes sociais, serão, em síntese, a base de campanha de Roberto Rodrigues. “Vamos conversar com as pessoas, quero mostrar o que penso para o Porto Moniz, não quero andar escondido. Vou manter contactos diretos e dizer à população que estou ali para ajudar, empenhado em contribuir para a melhoria de vida do concelho. Dizer-lhes que, para o futuro, o MPT quer repartir as ajudas por todos. A política que vou defender no Porto Moniz não é só para meia dúzia, mas sim para um universo mais abrangente. Não vou focar a minha atenção apenas na escola e nos idosos, porque existe muito mais no Porto Moniz, há muito mais gente a precisar de apoio”.

Os políticos tendem sempre para um mesmo lado

Roberto Rodrigues está a estudar bem a planificação da sua campanha. Quer ir várias vezes ao Porto Moniz, intensificando a campanha. Neste momento, está a avaliar os seus horários profissionais por forma a poder definir o tempo disponível “e enquadrá-lo com as ações de campanha”. Não vai interromper a sua atividade laboral. Sabe que esta sua estreia política é para ganhar experiência, mas nem por isso deixa a ambição de lado.

Da política que se faz, hoje, no País e na Região, tem uma opinião muito concreta: “Os políticos tendem sempre para um mesmo lado e deixam de fora das preocupações as mais desfavorecidos. Nem é preciso eu estar a dizer, o povo sabe disso muito bem”.