‘Nós Cidadãos’ acusa Governo Regional de negligenciar a qualidade do ar

O partido ‘Nós Cidadãos’ (que faz parte da coligação ‘Confiança’) acusa a candidatura de Rubina Leal de andar distraída.

Segundo o partido, na semana passada, uma candidata à autarquia do Funchal “descuidadamente”, acusou o autarca em funções de este ter “negligenciado a qualidade das
águas balneares do Funchal”.

Ora, o ‘Nós, Cidadãos!’ lembrou hoje em comunicado a esta mesma candidata –e também elemento do atual Governo Regional da RAM– que o seu e os anteriores governos regionais, não só negligenciaram como omitiram (e ainda omitem) dos funchalenses e madeirenses em geral, os dados relativos à qualidade do ar que respiramos na cidade e na região.

“Se dúvidas houvesse (facto em que não acreditamos), hoje é reconhecido por praticamente
toda a comunidade científica internacional, que a importância da qualidade do ar para a
promoção da saúde respiratória é indispensável, e que inexistência dessa qualidade é um
grave problema de saúde de pública que ano após ano mata cerca de 400 mil cidadãos
europeus, e que as consequências da poluição atmosférica representam um custo de mais
de dois mil milhões de euros para os cofres para os estados-membros”, revela.

Segundo o partido, com o início das obras de requalificação nas duas ribeiras (Santa Luzia e ribeira de São João), e consequente congestionamento diário do trânsito automóvel nestas principais zonas e vias rodoviárias da cidade (rua 5 de outubro, 31 de janeiro, estrada de São João e rua de São João), que a qualidade do ar que se respira não é já a mesma e tem vindo seguramente a diminuir, ao contrário da poluição atmosférica (e sobretudo sonora), que infelizmente tem aumentado, com efeitos prejudiciais sobretudo para os residentes nestas zonas.

Mais: o partido chama a atenção para os níveis de poluição atmosférica verificados nestas zonas e que naturalmente são “preocupantes” – desde as constantes nuvens de poeiras formadas pelas máquinas que executam as obras, até ao intenso tráfego automóvel (em algumas horas do dia) que faz aumentar a concentração de monóxido de carbono, o dióxido de azoto e outros tipos de partículas que são emitidas para a atmosfera –e altamente maléficos para a saúde pública – como também para os ecossistemas e vegetação ali existente…. mas, seguramente, isto não preocupou nos últimos 12 a 13 meses o Governo Regional da RAM nem a candidata à autarquia do Funchal, Rubina Leal.

A este propósito, o partido recorda ainda que à data presente, não é do conhecimento público qualquer dado/elemento informativo relativo à qualidade do ar no Funchal, proveniente do funcionamento (ou não funcionamento) das estações de controlo de qualidade do ar existentes na RAM, e que estão sob a tutela da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, e que o último Relatório da Qualidade do Ar na RAM, disponível no Sistema Regional de Informação Ambiental (SRIA) reporta-se ao ano de 2009.
Por último, o partido político informa à candidata Rubina Leal que “nós também somos aquilo que respiramos”, e que a poluição do ar é um assassino escondido e por vezes é
desvalorizado à medida que discutimos outros desafios ambientais com que nos defrontamos.

Para o partido é importante que as entidades responsáveis e fiscalizadoras adotem
as medidas imprescindíveis para que se acautele, neste domínio, a produção de graves
danos para a saúde pública e bem-estar dos cidadãos, de forma a estes precaverem-se
contra a poluição e os malefícios do ar sem qualidade.