Festa de Santa Rita com devoção e muita fé

Uma das paróquias madeirenses constituída pelo decreto de D. David de Sousa com data de 24 de novembro de 1960 é a da Vitória-Santa Rita, situada na freguesia de São Martinho.
É essa comunidade paroquial que agora está em destaque com a celebração da festa de Santa Rita que se realizará no domingo 28 de maio. Nesse dia a missa da festa principiará às 15 horas, seguida da procissão que é uma das maiores da Madeira e na qual se integram muitas centenas de pessoas, a maioria no cumprimento de promessas a Santa Rita.
O percurso longo é percorrido com muita devoção e são muitas as pessoas que transportam velas, círios e ex-votos, como forma de agradecimento pelas graças que alcançaram pela intercessão de Santa Rita.
À chegada à igreja haverá a bênção das rosas, uma tradição da festa de Santa Rita.
As novenas de preparação para aquela festa estão a decorrer na igreja paroquial e cada um tem uma denominação: novena das Mães, dos filhos, dos devotos, dos santos, das esposas, dos esposos, da família e dos consagrados.
Iniciam-se às 20 horas exceto no sábado, 20 de maio que principiará às 19 horas.
A festa é custeada pelos paroquianos. Haverá animação no sábado, dia 27 com o conjunto «Animatura» que atuará das 20h30 à meia noite e meia e no domingo com a Banda Filarmónica de Santo António e com o grupo musical «Buzico e a sua banda» entre as 21 horas e a s 23 horas.
Funcionarão, no adro, um bazar e barraca em favor da Igreja, havendo também a venda de objetos religiosos e rosas.
Santa Rita de Cássia ou Santa dos Impossíveis, como é geralmente conhecida a grande defensora dos aflitos, nasceu em Rocca Porena, perto de Cássia (Itália), em 22 de Maio de 1381.O seu nascimento foi precedido por sinais maravilhosos e visões celestiais que fizeram os seus pais perceberem algo da futura e providencial missão de Rita, que seria colocada no mundo para instrumento da misericórdia de Deus em favor da humanidade sofredora.
Um dia uma parente foi visitá-la, ela agradeceu a visita e ao se despedir pediu que lhe trouxesse algumas rosas do jardim. Como era inverno e não tinha rosas, pensaram que Rita estava a delirar e a sua visitante não atendeu ao pedido. Como para voltar para casa teria que passar pelo jardim olhou e surpreendeu-se ao contemplar quatro lindas rosas que se abriram entre os ramos secos. Admirada do prodígio, entrou no jardim, colheu as flores e levou-as ao Convento de Cássia. Nesta época, Rita estava muito doente e morreu em 22 de maio de 1457.
No século XVII foi beatificada e em 24 de Maio de 1990, canonizada.
O corpo de Santa Rita de Cássia continua conservado intacto até hoje. Pode ser visto na Igreja do Convento de Cássia, dentro de um relicário de cristal. Depois de tantos anos, seus membros ainda têm flexibilidade e pela expressão do rosto, parece estar a dormir.
O povo madeirense continua a ter enorme devoção a santa Rita que também tem festa na igreja da Santa (Porto Moniz) no domingo 22 de maio com início às 15 horas, seguindo-se a procissão.