UMa e Museu de Imprensa vão analisar cobertura dos bombardeamentos do Funchal na 1ª Guerra Mundial

O Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade da Madeira (DLLC-UMa), em colaboração como o Museu de Imprensa da Madeira, vai comemorar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, que se assinala a 3 de Maio, com uma conferência sobre o “Discurso Jornalístico na Imprensa Regional Madeirense no início do Séc. XX – opinião e informação na cobertura dos Bombardeamentos do Funchal de 1916 e 1917 no Diário de Notícias e no Diário da Madeira”.
A iniciativa, com entrada livre, vai decorrer no Museu de Imprensa da Madeira (Câmara de Lobos), a partir das 10h, e terá como orador  Samuel Mateus, do DLLC da Faculdade de
Artes e Humanidades da UMa. Ricardo Oliveira, director do Diário de Notícias
(Madeira), será o moderador. Durante a I Guerra Mundial, e principalmente em 1916 e 1917, a Madeira experimentou um período de especial dependência do exterior em que a insegurança na navegação do Atlântico isolou ainda mais o arquipélago e aumentou as dificuldades de abastecimento. O Diário de Notícias (Madeira) e o Diário da Madeira, jornais de referência no panorama insular da época, desempenharam um papel fundamental não apenas informando o público dos ataques alemães, como também despoletando um acérrimo sentimento regionalista, incentivando a recuperação e criticando veementemente a atitude da Alemanha.
“Começando por contextualizar a emergência da imprensa madeirense no séc. XIX e descrever sumariamente o acontecimento histórico, a conferência pretende analisar o tipo de cobertura jornalística dado aos Bombardeamentos do Funchal tendo por base uma perspectiva evolutiva da implementação do discurso jornalístico em Portugal, a partir de dois pilares: opinião e informação, e apresentar o estudo de caso efectuado, o qual nos dá a ver um jornalismo cujo discurso se caracteriza pela mistura de opinião e informação, dos juízos de um intelectual-jornalista e dos episódios objectivos do acontecimento, da reivindicação assumida nos textos dos interesses madeirenses e a descrição factual do ataque alemão à Madeira”, refere uma nota de imprensa.