Paulino Ascensão denunciou assédio moral nas empresas, nomeadamente na banca, entre outros sectores

Paulino Ascensão, deputado do BE-Madeira à Assembleia da República, protagonizou hoje uma acção política do Bloco, na qual se debruçou sobre a problemática do assédio moral nas empresas, o qual considerou “difícil de provar” mas que “aflige muita gente, sobretudo quem trabalha por conta de outrem”.

O político considerou que uma das formas como o assédio moral se manifesta é através das pressões e chantagens para trabalhar para além do horário, sem receber compensação. “A banca é um dos sectores onde isso acontece, generalizadamente”. Paulino Ascensão disse ainda que na zona industrial da Cancela há oficinas que trabalham ao sábado, à porta fechada, sem pagarem esse tempo aos trabalhadores, algo que considerou “um abuso”.

O deputado exortou a Inspecção Regional de Trabalho a agir, fiscalizando convenientemente estas actividades, porque isto “não pode ser aceite como normalidade”.

Outros aspectos mais difusos do assédio moral, considerou, são as pressões, a humilhação dos trabalhadores, a desvalorização, o rebaixar das pessoas… “Do ponto de vista humano, obviamente que é uma patifaria, um desrespeito. E do ponto de vista da gestão das empresas, dos negócios, é uma estupidez porque esses patrões, esses directores, estão a destruir o seu negócio, uma vez que é óbvio que os trabalhadores vão produzir mais se se sentirem respeitados e motivados”.

Quando isso não acontece, o resultado é mau para toda a gente, constituindo “um abuso de poder”. É uma situação mais complicada de fiscalizar, mas o Bloco veio exigir que, mesmo assim, a Inspecção Regional de Trabalho esteja atenta.