Deus como “salvador” no “nevoeiro” da Choupana

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O Nacional vai tentar evitar o afundamento na I Liga numa altura em que o “barco” está “meio dentro, meio fora”. Ilustração de Helder Silva

Entre o mito do sebastianismo, com a esperança que volte o “salvador” numa manhã de nevoeiro, que como se sabe é coisa que não falta no clima agreste da Choupana, mas por acaso, vá lá saber-se porquê, nem nevoeiro tem havido para ajudar, os adeptos do Nacional esperam, desesperadamente, que a chamada de Deus não tenha sido em vão, pelo menos não tão em vão como foi a do anterior treinador, chamado por ser um “santo da casa”, mas que rapidamente deu lugar ao que o povo tem por hábito dizer, que “santos da casa não fazem milagres”. E, Estepilha, não fez mesmo.

É verdade, como disse o nosso Presidente da República, quando respondeu à “intrometida” Teodora Cardoso, que anda a dar tantos palpites pessimistas sobre a economia portuguesa como muitos nacionalistas sobre a descida de divisão, que milagres só em Fátima. E João de Deus, por via das dúvidas, deve centrar-se mais no João para evitar que o “barco”, que era forte, vire a fragilidade de uma “canoa” e, com isso, vá ao fundo mais facilmente, levando o comandante com ela, o que não era bom, nem para o treinador, nem para o clube, nem para o comandante, que, como mandam as regras da navegação marítima, sendo o último a abandonar o barco, corre o risco de muita gente não o deixar regressar à superfície, apesar de ser ingrato para quem já protagonizou, tantas vezes, a imagem do D. Sebastião no caminho do Nacional pela I Liga.

Estepilha, o que ninguém duvida que vai surgir do nevoeiro, mais dia menos dia, independentemente da equipa ficar ou não na I Liga, é aquele movimento que, mais coisa menos coisa, anda por aí atento a esta realidade, que seguindo a incurssão da caricatura de Helder Silva pelos mares, dá-nos uma imagem de “barco meio virado e meio por virar”.

Mas isto é a história do copo meio cheio. Pode ter várias leituras. Depende da perspetiva, quando dá jeito.