MPT critica governo da República e partidos que o apoiam por causa das reformas

O MPT-Madeira veio hoje afirmar que “cada vez fica mais surpreendido com esta Geringonça Central onde o BE e o PCP-PEV tornaram-se “cordeirinhos” e corroboram com tudo o que vai sendo proposto pelo ministro Vieira da Silva e Governo de António Costa”. Quem os viu e quem os vê, critica o partido, “referenciando a defesa dos trabalhadores e dos pobres, agora querem estes, trabalhem até quase a sua partida para o além”.

O Partido da Terra diz não compreender como é que um trabalhador só pode ter acesso à reforma sem penalizações se tiver 48 anos de serviço, ou seja, trabalhando desde os 12 anos. “Esta geringonça reflecte-se verdadeiramente de uma sensibilidade humana quase igual à proporcionalidade da escravidão e serventia desmesurada dos trabalhadores”, acusa.

“Até aos 40 anos de serviço e abaixo desta, todos os trabalhadores ficam fortemente penalizados e se aceitarem a reforma nas condições que a Segurança Social impõe, acabam por morrer de fome. Mais uma vez o PCP-PEV, BE e Sindicatos apresentam-se com um silêncio quase ensurdecedor. Quem cala consente e são estes partidos que tanto defendem os trabalhadores, que em situações destas enfiam a “faca” nas costas dos mesmos”, acusa o MPT, partido para o qual “a idade da reforma deveria ser no máximo dos máximos aos 58 anos de idade”.

“Se pensarmos que os jovens de hoje não têm acesso ao mundo do trabalho e vivem com os pais para além dos 30 anos de idade, então podemos pensar que estes só se poderão reformar quando tiverem 100 anos. Isto não faz sentido nenhum e é mais uma vez uma política miserabilista de quem nada tem para oferecer”, afirma esta força política, pela voz de Roberto Vieira.


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