‘Nós Cidadãos’ pergunta por conclusões do estudo sobre limites de velocidade na via rápida

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foto Nós Cidadãos.

O partido ‘Nós, Cidadãos’ pergunta pela realização e conclusões e/ou resultados do estudo sobre a sinalização e velocidades permitidas na via rápida e via expresso.

Em comunicado, o partido dá conta que, de acordo com “as regras contratuais, o estudo deveria ter sido concluído no início de Janeiro para que as pequenas ou grandes alterações que viessem a ser necessárias introduzir, sejam efetivamente realizadas.

“O partido Nós, Cidadãos! aguarda ansiosamente pela publicação dos resultados do referido
estudo, para que não haja qualquer suspeita/dúvidas de que estamos perante mais uma
promessa política habilidosa de “venda de ilusões” com objetivos puramente eleitoralistas, e
uma retórica enganosa”, revela.

O partido lembra que em princípios de dezembro do 2016, o Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque, decidiu gastar 50 mil euros do erário público (logo após a polémica da alteração aos limites de velocidade na via rápida, bem como as reações que tal suscitou junto de muitos madeirenses) para estudar a velocidade na via rápida e vias expresso, estudo que deveria estar concluído num prazo limite de 30 dias.

Ora, passados quase 90 dias, o partido pergunta, ao mesmo Governo Regional, pelas conclusões do publicamente “apalavrado” estudo (encomendado à empresa Cota 200 – Projectos e Consultoria de Engenharia, com um custo de 50 mil euros, acrescidos de IVA) ou, caso estas não existam (nem o próprio estudo), o partido questiona se estamos diante, mais uma vez, de uma promessa e anúncio público (propaganda política) que depois, por diversas e desconhecidas razões, não chega a ser materializada?

Recorda ainda que foi prometido, logo na altura, que os limites de velocidade fixados para as estradas da região (e ainda atuais) poderiam ser alvo de correção, existindo a possibilidade de “impor limites mais razoáveis” da marcha dos automobilistas.

Lembra que foi o próprio presidente do Governo Regional, em resposta às inúmeras contestações sobre o tema, que disse que “o grande problema da Madeira não [é] andar a mais 10 ou mais 20 km/h», mas que a nova sinalização rodoviária (e limites de velocidade) se deveu a uma “renegociação” entre o executivo regional e as empresas concessionárias que “possibilitou uma poupança aos contribuintes” na ordem dos 250 milhões de euros.

Aliás, disse à época, Miguel Albuquerque, “devido a essa renegociação e nos termos das variáveis que fazem parte do contrato, que houve a imposição preliminar –digo preliminar, porque não é definitivo porque está em estudo –dos limites de redução de velocidade”.


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