Abertura de Festival de Teatro Escolar com sátira à Gil Vicente e homenagem a Carlos Varela

img_0105
Fotos Carlos Freira.

Sátira intemporal à moda de Gil Vicente e uma homenagem a Carlos Varela. Foi assim a abertura do XXV Festival de Teatro Escolar Carlos Varela, esta noite, no palco da Escola Secundária de Jaime Moniz, pela mão de estudantes e professores momentaneamente travestidos de atores.

O espetáculo  “Auto do Gil XXI”, interpretado pelo grupo da casa, O Moniz – Carlos Varela, num trabalho de adaptação das peças vicentinas Auto da Índia, Exortação da Guerra, Auto da Barca do Inferno, Auto da Feira e Farsa de Inês Pereira , de Gil Vicente, deu o mote para uma semana de teatro escolar. Uma homenagem também ao primeiro Encontro Regional de Teatro Escolar, organizado pelo mentor desta iniciativa, o falecido professor Carlos Varela.

img_0002Na abertura do espetáculo, as coordenadoras do grupo O Moniz-Carlos Varela e dinamizadoras do Festival voltaram a fazer, a exemplo do que aconteceu na manhã desta sexta, uma singela homenagem a Carlos Varela pelo seu tributo ao teatro escolar na ESJM. Também o vice-presidente do Conselho Executivo da ESJM, Miguel Nunes, salientou os predicados de Carlos Varela, considerando-o um verdadeiro “fazedor de homens” pelo seu incansável trabalho e dedicação aos estudantes e à descoberta de talentos. No Ginásio da Escola, que será melhorado já este verão, foi descerrada uma placa alusiva à memória de Carlos Varela, que contou também com a ativa colaboração do estudante João Brás e do professor José António.

varela1Feitas as homenagens ao homem que começou por empreender este Festival de Teatro Escolar, foi a vez de ver desfilar em palco as sucessivas sátiras de Gil Vicente, adaptadas aos tempos atuais, com a verve satírica habitual, num misto de comicidade e moralização de costumes. Do século XVI foi criada uma ponte até ao século XX, com a ligação a Fernando Pessoa.

Estudantes e atores, professores e atores, todos desfilaram em palco com firmeza, reatualizando as peças imortais do mestre Gil, num sedutor convite dos condenados a embarcar na Barca da Glória ou do Inferno. Sofia Gomes, Inês Alves, João Silva, João Domingos, Francisco Caires, João Brás, Catarina Serrão, Catarina Silva, Dina Gonçalves, Carolina Silva, Joana Rodrigues, Filomena Góis, Nuno Andrade, Verónica Neves e Maria Sílvia abrilhantaram o espetáculo com as suas interpretações. Todos eles orientados por Carla Martins e Micaela Martins.

img_0009O Festival prossegue até ao dia 10 de março com a participação de vários grupos de teatro das diversas escolas da Madeira e Porto Santo.

 

Para agraciar os jovens e coordenadores pelo seu mérito, o júri, constituído por Ana Amaro, da CMF Diogo Correia Pinto, CEPAM, Duarte Rodrigues, DSEAM, Eduardo Luiz, TEF, João Mário Bettencourt, DRADR, Maria José Assunção, Contigo Teatro, Maria Manuel, docente aposentada do grupo das Artes Visuais, Natércia Xavier, DRC, e Sandra Nóbrega, CMF, entregará, além das menções honrosas e certificados de participação, os prémios de melhor ator, melhor atriz, melhor encenação, melhor texto, melhor realização plástica, melhor sonoplastia e Prémio Carlos Varela, sendo que este valoriza o espetáculo mais completo.

img_9981O Festival conta ainda com uma preleção de Henrique Amoedo, com uma pequena atuação da Associação Dançando com a Diferença, na segunda-feira, às 10 horas, na sala de conferências, e com a atuação de grupos convidados.

carlos-varela


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.