Crónica Urbana: Ainda não é desta?!

Dentro de três dias termina o prazo para entrega de propostas relacionadas com a privatização do JM.

Rui Marote

Fui ” bombardeado ” telefonicamente pessoalmente e por email sobre qual o motivo pelo qual o Funchal Notícias não noticiava que Avelino Farinha e ACIN eram os vencedores do concurso de venda do JM.
Não devíamos nem podíamos fazê-lo, uma vez que a proposta deveria ainda ser analisada para verificar se cumpria o caderno de encargos. Não há vencedores antecipados.
Estranhamos, no entanto, o tempo para analisar a proposta, uma vez que só existiu um concorrente e o secretário desta tutela já anunciou que não irá a plenário de Governo na próxima quinta feira, dia 2 de Março.
O tempo do quero, mando e posso e de jogadas já acabou. Tudo terá de ser esclarecido e os tribunais estão atentos a estes malabarismos.
O porquê de uma só proposta ..! Na Madeira não abundam muitos empresários que queiram “brincar” nesta área da comunicação social.
Os que o fazem é, geralmente, para satisfazer uma certa clientela que lhes coloca um garrote  do género ou “vais ou morres”.
O negócio da comunicação social sofre transformações e muitas empresas desta área têm os dias contados. A Madeira não foge à regra, pois várias delas estão ligadas à máquina e vão sobrevivendo graças aos balões de oxigénio do Governo, das Câmaras e das empresas estatizadas.
Quem é o empresário que quer buscar” sarna para se coçar” numa área falida arrumando o problema…

Compreendemos o Governo. A história do Jornal da Madeira é um best seller que tem alimentado os partidos políticos, a gritar “crucifiquem”, é o dinheiro do erário público que está alimentar esta clientela. Vieram os salvadores da pátria, privatizar. O leão devorador com o seu domador que fabricava queixas na entidade reguladora na Assembleia da República servindo-se dos partidos políticos para porta-voz das denúncias.
O leão, entretanto, regressou à jaula; a exibição circense, por ordem do partido dos animais e por portaria da Câmara deixou de se exibir na praça pública.
O Governo de Albuquerque prometeu resolver a questão JM já lá vão dois anos. Resolveu o problema com a Diocese, o Bispo saiu à francesa com o centenário e original título ‘Jornal da Madeira’ debaixo do braço, a “Jóia da Igreja”.
O Governo por magia tira da cartola e regista o “JM”, ideia iluminada; muda a administração e coloca uns boys, muda o director, e continua a emagrecer o número de trabalhadores preparando a privatização.
Os deputados regionais já questionaram o secretário sobre qual foi a verba despendida desde essa data até o presente?
Esqueceram -se do MEDIARAM aprovado na casa da democracia.
Esqueceram os 178 mil euros que há duas semanas injectaram para indemnizações.
Que no congelador estão 300 mil para entregar aos novos proprietários logo que tomem posse da “massa falida”.
A procissão ainda vai no adro: o andor com novos santos proprietários está a ser feito na olaria, afinal havia outra e não é desta?
Apetece finalizar com uma lengalenga:  Passarinho da papada põe um ovo na levada, ora ponha um, ora ponha dois, ora ponha três guarde lá o seu biscoito. Resta guardar o biscoito porque ate lá nem o pai morre, nem a gente ceia…


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