As ‘Conferências do Teatro: Madeira de A a Z’, após uma primeira sessão, regressam no dia 15 deste mês, às 18 horas, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
As mesmas, promovidas pela CMF em parceria com o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Cátedra Infante Dom Henrique para Estudos Insulares e a Agência de Promoção de Cultura Atlântica, Universidade da Madeira e o Instituto Cultural dos Açores, serão de acordo com a edilidade, um encontro mensal entre investigadores culturais, académicos e a comunidade em geral, onde irão ser abordadas as temáticas contidas no Grande Dicionário Enciclopédico da Madeira.
A segunda conferência, de entrada livre, terá como temais centrais as alcunhas, a escritora Luzia e a criminalidade, a partir da evocação de efemérides que serão assinaladas durante o mês de Fevereiro. Os prelectores serão Naidea Nunes, Cláudia Neves e Armando Correia.
Segundo informa a CMF, foi criado um cartão das conferências em memória do cartão do Teatro que existiu em 1907. As pessoas que assistirem a 80% das conferências terão acesso gratuito a um volume publicado pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa.
Naidea Nunes falará sobre o tema alcunhas na Madeira: “A grande riqueza e diversidade lexical das alcunhas, enquanto património linguístico e cultural, resulta da criatividade e expressividade regional e popular, sobretudo no meio rural, onde têm mais vivacidade, documentando a realidade histórica e socioeconómica local e regional. Daí a sua importância como meio de conhecer a sociedade tradicional ou popular madeirense: os seus valores, ocupações, usos, crenças, costumes e tradições”, refere uma informação enviada à imprensa.
Já Cláudia Neves falará sobre o tema Luzia – a vagabunda do mundo: Luísa Susana Grande de Freitas Lomelino, cujo pseudónimo era Luzia, nasceu a 15 de Fevereiro de 1875, em Portalegre, e faleceu no Funchal a 10 de Dezembro de 1945. Escritora de renome na sua contemporaneidade, sendo inclusive chamada de “Eça de Queirós de Saias”, andou lado a lado com reconhecidos nomes da literatura portuguesa, frequentando também assiduamente o salão de Maria Amália Vaz de Carvalho. Luzia partia de terra em terra, procurando enraizar-se algures, uma vagabundagem que se reflecte em toda a sua escrita. A escritora considerava a sua vida como uma longa jornada, e as suas frequentes viagens pelo mundo, mais não eram que uma busca incessante pelo próprio “Eu”. Esta busca de si própria e daquilo que um dia já foi pode ser descoberta em toda a sua obra.
Finalmente, Armando Correia abordará a criminalidade: “(…) um fenómeno que existe porque o homem é um “animal social”. Ora, a obrigatoriedade da vivência em comum (comunidades) obriga ao estabelecimento de normas e regras. Na ausência do cumprimento dessas mesmas normas e regras que estabelecem o que é ou não crime, deparam-se nesse contexto, as sociedades com a criminalidade. Não existindo uma teoria compreensiva e aglutinadora da etiologia dos actos criminosos, o estudo da génese da criminalidade sob o ponto de vista comportamental continua a ser paixão de psicólogos, sociólogos, antropólogos, psiquiatras e de muitas outras áreas do estudo do comportamento. Acima de tudo, a criminalidade tem sido retratada nas mais vastas áreas das artes e da literatura onde muitos dos eventos retratados são meras cópias de acontecimentos reais”.
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