Escarpa consolidada e potencial turístico no Bairro dos Moinhos

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Paulo Cafôfo diz que a consolidação da escarpa deu mais segurança às populações. Foto Rui Marote

A consolidação da escarpa, com construção de muralha e melhoramento dos acessos no Bairro dos Moinhos, em consequência dos graves incêndios de 2016, foi uma obra considerada importante para a segurança das populações, com a duração de dois meses e com um investimento de 120 mil euros. Hoje, numa visita ao local, o presidente da Câmara Municipal do Funchal Paulo Cafôfo, garantiu que depois deste processo, que era determinante para dar tranquilidade a quem ali vive e também aos muitos que por ali passam, em função do desprendimento de pedras que após os incêndios colocavam em perigo as pessoas, seguir-se-á um projeto de requalificação do Bairro, numa aposta que visa dar uma outra vida ao local, com aproveitamento inclusivé do ponto de vista turístico.

O presidente da autarquia garante que a zona tem potencialidades para ser aproveitada de uma outra forma, com uma paisagem única e desconhecida por muitos funchalenses em particular e madeirenses, em geral, além de que poderá constituir motivo de atração para o turismo, pelo que no âmbito do Gabinete da Cidade, está prevista uma intervenção.

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Obra durou dois meses e custou 120 mil euros. Foto Rui Marote

Esta intervenção, eslarece Paulo Cafôfo, prende-se com a necessidade de dar segurança a quem aqui vive, possibilitando acessos a âmbulâncias ou carros de bombeiros, além de proporcionar um espaço agradável e aproveitado do ponto de vista turístico, preservando o património, requalificando as áreas e criando praças interiores.

Tem feito um bom trabalho”

A idéia, no essencial, é criar condições para transmitir um pouco o ambiente vivido por alguns bairros de Lisboa. “Pode ser um polo de atratividade, melhorando espaços públicos e proporcionando o efeito contágio do ponto de vista comercial, uma vez que a melhoria de condições pode potenciar o investimento”, garante Paulo Cafôfo ao Funchal Notícias.

No contacto com as populações, o presidente está “peixe na água”. E uma popular cumprimenta-o e aproveita para falar e deixar uma mensagem: “O senhor tem feito um bom trabalho, não é como outros que prometem o Armas e nada”. Cafôfo responde mas para dizer que está preocupado com “o problema da Saúde” na Região, um momento que expressa uma das caraterísticas destas visitas a obras e contactos com as populações.

Jovem acompanha dia presidencial

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A visita foi acompanhada por um jovem, Duarte Brazão, de 18 anos, que vai seguir hoje a agenda do presidente da Câmara. Foto Rui Marote

Hoje, a agenda do presidente, que começou no Bairro dos Moinhos, tem uma particularidade: é acompanhada por um jovem de 18 anos de idade, com o objetivo de dar a conhecer a vida de um responsável máximo pela orientação autárquica durante um dia, procurando com isso, expressar a interligação das questões do Poder Local com a população, neste caso jovem, pela presença do jovem.

Duarte Brazão tem 18 anos de idade, é aluno da Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva e quer seguir Direito. “Estou a ver e a gostar”, reage numa primeira questão sobre as impressões iniciais d e um dia diferente.

A idéia nasceu num encontro entre Cafôfo e um grupo de jovens, no Monte, onde ficou assente que o presidente ia proporcionar esta oportunidade.

Projeto para “compreender” a cidade

Duarte Brazão é um jovem de 18 anos de idade, aluno da Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva, que hoje está a acompanhar a agenda de Paulo Cafôfo, o presidente da Câmara Municipal do Funchal. Uma ideia que nasceu de um encontro ocorrido com jovens, no Monte, onde se colocou as questões relacionadas com a vida de um presidente, no fundo a atividade diretamente ligada à agenda que preenche os dias da presidência autárquica do Funchal. Hoje foi o tal dia e Cafôfo, a esse propósito, considera importante dar a conhecer a um jovem as vivências de um dia de trabalho, com diferentes vertentes que dominam a ação da Câmara.

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O Gabinete da Cidade está a desenvolver um estudo para “compreender” o Funchal. Foto Rui Marote

“Estou a ver”, diz o Duarte já no Gabinete da Cidade, criado na sequência dos incêndios, para repensar a cidade e dar a conhecer caminhos que eventualmente possam ser seguidos no futuro. O gabinete, dirigido por Paulo David, está nas instalações do Teatro Municipal Baltazar Dias e já trabalha em força nessa avaliação, recuando nos tempos para perceber como era a cidade, como cresceu e as situações que de alguma forma possam ter corrido menos bem.

O Duarte ouviu atentamente as explicações de Paulo David, uma condição que diz ser essencial para depois poder comentar seja o que for. O arquiteto explana o assunto, fala no levantamento fotográfico que foi desenvolvido, pelo fotógrafo Duarte Belo, no sentido de avaliar o pós incêndios, fala no trabalho de mapear os aluviões, as ribeiras, no fundo tentar “compreender a cidade” ao longo dos tempos “para podermos ter um conhecimento mais profundo”.