CTT vão deixar em 2018 edifício na Avenida Calouste Gulbenkian

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*Com Rui Marote

Os CTT, instalados no edifício 2000, na Avenida Calouste Gulbenkian, no Funchal, desde 1984, vão deixar aquele prédio em 2018, apurou o Funchal Notícias. O espaço é considerado demasiado grande e desnecessário pela empresa dos antigos ‘Correios, Telégrafos e Telefones’, entretanto privatizada.

Quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças, em 2003, e queria colocar o défice abaixo de 3%, reuniu vários fundos de pensões, entre eles o fundo de pensões dos CTT (fundo ao qual pertencia o edifício) passando-os para a o património da Caixa Geral de Aposentações. Mais tarde, este património foi vendido a um fundo de investimento cujo proprietário é o banco Santander Totta. Ou seja, neste momento, os CTT no Funchal pagam renda a este banco. O contrato termina em 2018 e, conforme apurámos, não será renovado, já que o serviço de Correios se retirará do edifício.

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Os CTT, por sua vez, têm subalugado, no rés-do-chão do edifício da Calouste Gulbenkian, um espaço à 1ª Repartição de Finanças do Funchal, que terão, na altura, também de retirar-se dali, ou chegar a um entendimento com o Totta.

É mais um dado interessante no historial dos CTT, que conforme noticiou anteontem a RTP, assunto de que demos também conta, sofreram uma reorganização que eliminou a autonomia da empresa nos arquipélagos dos Açores e Madeira, dado que os respectivos directores, Fátima Albergaria nos Açores e Carlos Rodrigues no Funchal, foram destituídos e passaram para os mesmos cargos que exerciam anteriormente ou até para cargos incertos, caso de Carlos Rodrigues… Tudo passa a depender de coordenadores e ficam sob a alçada do continente. No caso dos Açores, as actividades passam para a alçada da região comercial e operacional do norte; já a Madeira ficará, apurou entretanto o FN, na dependência da região comercial e operacional do sul, sediada em Lisboa. Toda a gestão na Madeira é agora efectuada a partir da capital portuguesa, o que está a gerar fundadas preocupações nos funcionários insulares.


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