Vereadores do PSD acusam Cafôfo de fomentar ambiente de “guerrilha institucional”

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Os vereadores do PSD na Câmara Municipal do Funchal, Bruno Pereira, Vanda Correia de Jesus, João Rodrigues e João Correia, deram a conhecer publicamente há pouco uma explicação sobre a sua posição de abstenção na votação da deliberação relativa ao Regime Jurídico do Serviço Público de Transportes de Passageiros, em que a autarquia delegou competências enquanto autoridade de transporte no Governo Regional.

Embora os vereadores do PSD estejam de acordo com a referida delegação de competências, que aliás já deveria ter sido efectivada anteriormente, refere um comunicado, abstiveram-se devido à redacção e ao teor da deliberação, onde “não existe qualquer tipo de referência sobre a visão da Câmara em matéria de transportes públicos na cidade do Funchal, mas apenas um conjunto de considerações políticas, ou “politiqueiras”, o que denotam a fraca postura institucional de Paulo Cafôfo”, acusam.

Na mesma reunião a vereação do PSD votou favoravelmente a deliberação para início do processo que visa classificar como de interesse municipal as Pontes D. Manuel, São Paulo e Nova, refere-se.

Os vereadores do PSD estranham, no entanto, “que só agora exista vontade de classificar as referidas pontes por parte da Câmara Municipal, uma vez que foi deixado pelo executivo anterior do PSD um relatório técnico com o levantamento de dezenas de imóveis passíveis de serem classificados”. Afirmam estranhar também o porquê de terem sido escolhidas apenas estas três, e daí retiram a ilação de que existe uma tentativa de aproveitamento político relativamente às intervenções que estão a ser realizadas nas Ribeiras de Santa Luzia e de São João, “quando já se sabe que o próprio Governo Regional está a desenvolver os procedimentos técnicos para salvaguardar e recuperar as ditas pontes”.

Por todas estas razões concluem os vereadores social-democratas que “começa a ser inegável um clima de constante guerrilha institucional que a CMF e o seu presidente, Paulo Cafôfo, pretende manter, com intuitos meramente eleitoralistas, sacrificando os interesses dos funchalenses.”


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