
O Cónego Manuel Martins, que dirige a paróquia de Machico, acaba de dar conhecimento à Santa Casa da Misericórdia local da intenção de rescindir um contrato assinado em outubro de 2014 para exploração, por parte da SCMM, de uma horta social, cuja produção era dividida, em partes iguais, pela instituição e pela estrutura paroquial.
Fontes ligadas ao processo garantem que a carta enviada pelo cónego chega fora de tempo, uma vez que, por condições contratuais definidas à altura da assinatura do acordo, este é renovável automaticamente por um ano se, à data de expirar, não for denunciado pelas partes. Isto significa que esta decisão de romper com o contrato deveria ser manifestada em outubro passado e, logo, o acordo está em vigor até outubro de 2017.
Esta decisão envolvendo a Paróquia de Machico, parceiro da Santa Casa neste domínio, com objetivos sociais, acaba por ser surpreendente e há quem faça extrapolações ligando esta atitude do Cónego Martins às eleições na Santa Casa da Misericórdia de Machico, atendendo às relações próximas que mantinha com o anterior Provedor.
Fontes próximas da instituição garantem que embora a carta tenha sido entregue agora, a intenção é sempre manter as melhores relações entre as diferentes instituições, não havendo por isso indícios sequer de possíveis entraves a colocar à intenção do pároco de Machico, embora outras fontes tenham afirmado “estranhar que a Igreja venha romper um contrato que visava ajudar a Santa Casa, num terreno da paróquia, sendo que ambas as partes beneficiavam e era uma forma de parceria da paróquia, com uma instituição importante para o concelho, sobretudo com uma função social”.
Relativamente à posição do Cónego Martins, uma fonte bem colocada lembra que as relações entre a paróquia e a gestão de Luís Delgado nem sempre foram próximas como agora, numa alusão ao divórcio que o Cónego manifestou, em tempos, por ocasião da criação do Polo sócio-comunitário, recusando-se a ser parceiro do projeto.
Refira-se, ainda que, no que toca a esta horta social, agora alvo de novo episódio, cuja produção fica em 50% para a SCMM e 50% para a Paróquia, a mesma situa-se num terreno atrás da Igreja de Machico.
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