Atrasos nos reembolsos do ADSE preocupam utentes

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Utentes queixam-se dos atrasos nos reembolsos do ADSE.

Os reembolsos do ADSE, um subsistema de saúde para trabalhadores em funções públicas, estão com atrasos de três meses, situação que vem sendo registada há algum tempo, mas que se agravou nos últimos tempos, sem que haja qualquer explicação aos utentes, uma vez que os funcionários em serviço na Saúde Pública, estão limitados nas suas explicações quando confrontados pelos beneficiários, limitando-se a constatar os atrasos.

A verdade é que ao FN chegaram diversas queixas nesse sentido e muitos dos utentes reúnem poucas capacidades financeiras para aguardar tanto tempo pelo reembolso ou até, em alguns casos, por vários reembolsos.

Em média, são três meses de atraso, registando-se na passada semana, aque lguns utentes receberam reembolsos de consultas feitas em setembro, sendo que alguns exames de outubro só deverão ser pagos em janeiro de 2017.

Recorde-se que recentemente, este subsistema de saúde sofreu algumas alterações, transformando-se num Instituto Público de gestão participada, o que permite a introdução de várias alterações ao seu regime de contribuições incluindo a abertura do subsistema aos familiares dos funcionários públicos, cônjuges ou filhos maiores de idade, com a contrapartida de passarem a contribuir.

Este instituto será dirigido por 15 membros, seis indicados pelos ministérios da tutela, Saúde e Finanças, 4 representantes dos utentes, 3 dos sindicatos da Administração Pública e dois das associações de reformados.

A ADSE tem presentemente 1,2 milhões de beneficiários e mais de 40 mil estão isentos de qualquer pagamento.

Como informação constante do portal do cidadão e em matéria do reembolso, uma informação curiosa. Há período para requerer o reembolso, até seis meses após a data de prestação do cuidado de saúde, mas quanto ao reembolso fica-se por “um tão breve quanto possível”, um elemento que diz muito pouco em termos de garantia do utente sobre um direito que tem.

Muito tem sido ventilado acerca da sustentabilidade dos sistemas de saúde, sendo que esta medida adotada de abrir o subsistema aos cônjuges e filhos maiores de idade dos funcionários públicos, visa uma maior abertura de contribuições como forma de ir criando algum suporte acrescido para evitar futuras situações de rutura do próprio sistema.