Rubina Leal é o trunfo do PSD para a Câmara do Funchal na corrida contra Cafôfo

rubina leal
Foto Rui Marote

Rubina Leal será a escolha do PSD/M para lançar na corrida à presidência da Câmara Municipal do Funchal, nas eleições autárquicas do próximo ano, contra a recandidatura de Paulo Cafôfo.

Da parte da atual secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, bem como da presidência do Governo Regional, o silêncio sobre o assunto é total. No entanto, o FN sabe que o partido se prepara para essa realidade, já que a grande maioria considera que a popularidade e o trabalho social no terreno de Rubina Leal, aliada à longa experiência autárquica, a tornam na melhor candidata à principal autarquia da Madeira.

Neste momento, é caso para dizer que os social-democratas, na sequência dos resultados inequívocos das diretas a favor de Albuqerque, estão apaziguadas até o menino Jesus nascer. Quer isto dizer que, até ao Congresso do partido, agendado para o início de janeiro de 2017, ninguém avança com novidades, a não ser uma tirada ou outra picante na comunicação social, preparando o terreno para a mudança que aí vem, durante o ano.

Digamos que a escolha de Rubina Leal é já tão previsível que a única novidade reside em saber quem a deverá acompanhar neste regresso às origens, ou seja, às lides autárquicas, um trabalho claramente mais desgastante do que a de membro do Governo Regional. Mas o contacto fácil com a população, a simpatia popular e o grande trabalho na área social não dão hipóteses a nenhum outro candidato laranja para derrubar um Cafôfo que também corre para o primeiro lugar e promete uma luta renhida. Falta conhecer a equipa da vereação de Rubina e os membros da assembleia municipal de juntas de freguesia. Para estes lugares não faltará gente a colocar-se em bicos de pés, com a devida discrição para não se queimarem antes do tempo certo.
Mudança no Governo
Miguel Albuquerque está, pois, a gizar, muito sigilosamente, o chamado upgrade governativo. Substituir Rubina Leal na Inclusão e Assuntos Sociais não é tarefa fácil mas também se comenta que o presidente poderá optar por ir mais longe e fazer uma alteração orgânica da sua equipa. Já se comenta que Albuquerque poderá escolher um modelo que contempla uma vice-presidência do GR, que aglutine a Inclusão e Assuntos Sociais e outras pastas explosivas, sendo já falado no nome de Pedro Calado para vice-presidente, indefetível de Miguel Albuquerque e atual administrador do Grupo AFA. Se assim for, Pedro Calado é visto como a melhor opção para equilibrar este elenco governativo, mas também não resta dúvida de que Calado só entraria na qualidade de vice-presidente.
Neste momento, o silêncio impera para não queimar candidatos e torná-los a todos candidatáveis a alguma coisa.
Uma coisa é certa: só depois das eleições autárquicas, em outubro, o grande teste à governação do PSD e de Cafôfo, é que será feita a vindima, caso o PSD não obtenha a maioria das Câmaras da Madeira. Por isso mesmo, Rui Abreu está a desenvolver um trabalho titânico e invisível no terreno, de diálogo contínuo com os militantes para segurar o partido e garantir um bom score eleitoral em outubro.

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