“Renúncia do Advento” para ajudar vítimas dos incêndios de Agosto

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Cerimónia de ontem na Sé. Fotos DR

A diocese do Funchal vai destinar a “renúncia do Advento” deste ano ao Fundo Social Diocesano, para ajudar “famílias vítimas dos recentes incêndios”, nomeadamente a “aquisição de equipamentos para as habitações afetadas”, anunciou ontem D. António Carrilho na eucaristia solene da Imaculada Conceição, na Sé.

A recolha das ofertas será feita nas missas dos próximos dias 7 e 8 de janeiro.

Na homilia, o bispo do Funchal lembrou a presença espiritual de Nossa Senhora em Portugal, desde há séculos, nomeadamente como “Rainha e Padroeira desde 1646”; na nossa diocese, como “Padroeira de três paróquias – Porto Moniz, Machico e Conceição (Ponta do Sol) e de vinte capelas, construídas desde os tempos do povoamento”; e em toda a Igreja católica, com o “Dogma da Imaculada proclamado no dia 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX”.

bispo“É grande a devoção à Imaculada Conceição e são muitas as tradições que lhe estão ligadas, como parte da vida cristã dos católicos e da vida cultural portuguesa”, e uma particular vivência na Madeira, como sejam as “tradicionais Missas do Parto” neste tempo do Advento.

A este propósito, o bispo do Funchal alertou para a verdadeira espiritualidade das novenas de preparação para o Natal, que não se pode confundir com “festejos exteriores” ou meros aspetos “materiais”.

conceicao2Além disso, acrescentou, o “Advento e o Natal” devem merecer da parte dos fiéis uma “atenção mútua, de interesse pela vida e problemas uns dos outros, de maior preocupação na entreajuda e partilha fraterna de bens.

A quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos concretos de presença e ajuda a quem mais necessita”.

Nestas circunstâncias, há que seguir o “modelo de fé e de santidade, de amor e fidelidade a Deus” personificado em Nossa Senhora, “Maria, que nos convida a estarmos atentos à escuta do Espírito Santo”, para uma verdadeira  “caminhada de fé que dá sentido à nossa vida, também nestes tempos de crise e dificuldades atuais”, acrescentou.