Liliana Rodrigues esteve em Praga no Congresso dos Socialistas Europeus

liliana2

Entre 1 e 3 de Dezembro, a eurodeputada Liliana Rodrigues deslocou-se a Praga para participar no Congresso do Partido dos Socialistas Europeus (PES Council). No evento stiveram reunidos os partidos socialistas, social-democratas, trabalhistas e democratas de toda a Europa e Noruega. O primeiro dia do Congresso foi dedicado às mulheres socialistas (PES Woman), tendo Liliana Rodrigues contribuído para a definição das prioridades para 2017 e para a melhor forma de as alcançar, refere uma nota do seu gabinete, “nomeadamente no que respeita ao empoderamento económico e igualdade de remuneração; ao equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal das mulheres e dos homens; ao combate à violência contra as mulheres e à assinatura e ratificação da Convenção de Istambul pela União Europeia e todos os seus Estados Membros; à solidariedade para com as mulheres dos países terceiros e ainda à defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, numa altura em que assistimos a um recrudescimento dos mesmos em alguns países europeus”. Foi ainda adoptada uma resolução de solidariedade para com as mulheres sírias

O Congresso dos Socialistas Europeus contou ainda com vários workshops subordinados a temáticas na ordem do dia, como a juventude, o ambiente e uma economia sustentável que responda às necessidades das pessoas, No último dia do Congresso foi aprovada uma resolução que, no entender de Liliana Rodrigues, “reconhece a União Europeia (UE) como uma das nossas realizações mais importantes em termos de cooperação internacional, paz, estabilidade e solidariedade entre os países e cidadãos europeus, mas que, prestes a cumprir 60 anos, enfrenta agora desafios que podem ser decisivos e que questionam precisamente esses valores que estiveram na sua origem. Quisemos vincar nesta resolução que é toda uma visão harmoniosa, multicultural e igualitária da sociedade que está a ser posta em causa, resultado de anos de políticas neoliberais e conservadoras em toda a Europa, anos de austeridade, de crescente desigualdade e de insegurança que proporcionaram o terreno fértil para todo este desespero e para o surgir de algumas respostas simplistas mais radicais e populistas”.

A deputada madeirense acrescenta que, “enquanto socialistas europeus, é nosso dever agir todos os dias com determinação para tentar contrariar estas perigosas tendências. Depois do Brexit, tivemos ontem o referendo em Itália. Felizmente a Áustria não deixou cair o sonho europeu. Os próximos meses serão cruciais. Os cidadãos europeus precisam de uma Europa mais progressista e social, onde vejam garantidos e reforçados os seus direitos sociais e de trabalho, onde a igualdade se assuma como uma realidade efectiva e onde o Pilar dos Direitos Sociais constitua o enquadramento que permita reconhecer que nem as liberdades económicas fundamentais, nem as regras da concorrência têm precedência sobre os direitos. Os direitos sociais fundamentais devem ter sempre prioridade”.

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.