O partido ‘Nós, Cidadãos’, emitiu um comunicado no qual diz ter assistido com indignação crescente ao desenrolar dos acontecimentos da CGD. “Agora, no passado dia 27/11, o presidente nomeado veio apresentar a demissão, deixando a imagem do banco seriamente lesada”, acrescenta.
Nas últimas cinco semanas, o assunto da CGD foi manchete dos jornais e dos órgãos de informação. Todos os responsáveis envolvidos, seja o governo, sejam os deputados, sejam os partidos políticos com assento parlamentar, sejam, ainda, os líderes de opinião, não se cansaram de repetir, quase até à exaustão que, o interesse da CGD devia ser salvaguardado a todo o custo, recorda o partido.
“O episódio reflecte a grave crise por que passam as instituições da democracia portuguesa, o desrespeito com que as máquinas políticas tradicionais tratam de um valiosíssimo bem público, os jogos de bastidores, os “amiguismos” e a pós-verdade que é servida aos Cidadãos”, considera o ‘Nós, Cidadãos!’
Para esta força política, o interesse nacional não foi acautelado. Nenhum responsável político deixou de se envolver neste triste episódio que, esperemos, tenha terminado ontem. António Domingues passa à história como indivíduo sem escrúpulos nem transparência e que, tendo aparentemente feito fortuna num banco privado, não a quis comunicar ao ser chamado a gerir um bem público”, diz uma nota de imprensa.
Lamentando que há dois anos que se sucedem episódios que ferem a credibilidade do nosso sistema financeiro, desgastando a capacidade para contribuir para o relançamento do país que esteve à beira da bancarrota, o ‘Nós, Cidadãos!’ alerta: “A CGD é o maior banco nacional e o único com capital e controle totalmente português, o que deveria obrigar os responsáveis pelos interesses nacionais a cuidarem melhor do modo de gerir essa instituição”, conclui o comunicado.
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