Jardim diz que o Orçamento de Estado para 2017 é “de e para lôrpas”

PORTUGAL - ASSEMBLEIA DA REPUBLICAA Assembleia da República aprovou hoje, em votação final global, o Orçamento de Estado para 2017.

Porque pertinente, recordamos aqui o que escreveu, a 18 de Novembro último, o ex-presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim num ‘post’ denominado “Orçamento de Estado, de e para lôrpas”:

“O estado a que Portugal chegou, está patente no Orçamento para 2017, bem como na indigência da sua discussão dentro e fora da Assembleia da República.
A impropriamente autodenominada de “esquerda” -só por incultura política se considerará como tal, tanto as organizações comunistas como o situacionismo capitalista deste “socialismo”- ou melhor, o falsamente chamado “governo das esquerdas (!?…)”, onde até as dirigentes do “bloco” perdem a graça quando abrem a bôca, eis que enfiou aos lôrpas dos “portugas”- eles gostam destes termos pirosos- que o Orçamento viria dinamizar a Economia pela via do aumento do consumo.
E a oposição situacionista-conservadora do partido do Passos Coelho/CDS, tão fraquinha, ficou-se por uma sucessão de lugares comuns, sem o mínimo de interesse para os Portugueses. Nem foi capaz de denunciar e de demonstrar que o desgoverno das impropriamente autodenominadas “esquerdas” não vai dinamizar seja o que fôr, pois desde há muito, com o sistema político-constitucional que temos, Portugal está no fundo, nas piores situações comparadas com os restantes países da UE. Pelo que, crescer 1% sobre o zero a que se desceu … é nada”
A oposição situacionista-conservadora Coelho/CDS foi incapaz de demonstrar que a “recuperação através do crescimento do consumo” é uma aldrabice. Precisamente porque o aumento dos impostos sobre a classe média vem reduzir o consumo ainda mais.
E os tais “dez euros” para os mais pobres, deviam ser esfregados nas pencas dos falsos “esquerdinhas”, na medida em que são demagogia da mais reles, nada resolvem a não ser manter, ou agravar mesmo, a situação de pobreza, bem como desesperar pessoas ante expectativas outras vez frustadas.
Porque também cúmplice da Situação a que Portugal chegou, a oposição é incapaz de denunciar o País se ter transformado numa enorme e caríssima repartição administrativa, persecutória dos Cidadãos. Onde só se investe através de subsídios com o dinheiro dos nossos impostos -ou de impostos pagos no estrangeiro (Fundos)- numa concorrência às empresas cuja solidez se fez com capitais próprios ou amortizando eventuais créditos obtidos.
Portanto, Economia e Emprego artificiais para camuflar e adiar o desastre europeu, um Portugal cada vez mais precário enquanto os cinco partidos da Situação se enrolam pornograficamente na defesa do sistema político-constitucional!
O desígnio português, séculos atrás factor de orgulho, hoje é o de se entregar ao martírio, morrer pelas utopias dos séculos XIX e XX, ao som do “Grândola Vila Morena” (por sinal música e canção bem giras!) e dos hinos alemão e europeu.
A falsa “democracia” portuguesa, ao contrário de outras Democracias como agora a Itália, recusa um referendo constitucional.
Nisto, do bloco Coelho/CDS ao bloco vigaristamente dito das “esquerdas”, estão todos bem deitados!…
E, nós, tramados.
Para entreter, os partidocratas vão pondo umas folhas a contar “estórias” sobre as respectivas “conspirações internas”, sempre mais do mesmo. Há dias, a propôsito do PSD, até reparei que já há quem vá acautelando posições, mesmo que por gente interposta, seja para que lado pender a embarcação…
Em resumo, os cinco partidos da Situação deparam um Orçamento que nos continua a colocar na situação de Protectorado norte-africano do capitalismo selvagem, como foram de um enorme défice intelectual na sua elaboração e discussão, empobrecendo-nos mais, tendo submetido ao dogma da intocabilidade dos sistema político-constitucional, este a RAÍZ DO PROBLEMA.
Matéria que, reparem, nem sequer consideram nas suas medíocres conspirações partidárias internas, pois, para eles, é preciso que tudo continue na mesma.
A desgraça dos Portugueses é se conformar perante isto.
Não há, entre dez milhões de Portugueses, quem esteja disposto a inovar politicamente e a dar uma sapatada na Situação?!…”


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