O orçamento da Câmara Municipal de Porto Santo foi chumbado, até mesmo pela presidente da Assembleia Municipal, Luísa Mendonça, que explica ao FN esta posição: “Não foi um voto político mas pela legalidade da resolução de uma questão que o Sr. Presidente teima em não querer resolver”.
Como o FN deu ontem conta, as relações entre a socialista Luísa Mendonça, que preside à mesa da Assembleia Municipal da Câmara de Porto Santo, e o presidente da autarquia local continuam muito tensas. As divergências de opinião culminaram na reunião de ontem com o chumbo ao orçamento, com o voto também de Luísa Mendonça, contra o autarca das cores do seu partido.
A ex-deputada regional pelo PS e o próprio edil Filipe Menezes, eleito para a Câmara pelo PS, continuam de candeias às avessas. Hoje, ao FN, Luísa Mendonça lamenta a conduta do edil: “Não admito que o Sr Presidente ponha em xeque a presidente da mesa e toda a Assembleia Municipal. Infelizmente, o Sr Presidente não ouve ninguém, é a pessoa mais teimosa deste mundo e pensa que sabe tudo. Eu não vou votar de cruz num orçamento para depois ter o Tribunal de Contas a cair-me em cima”.
No cerne da questão, para além de divergências partidárias, está uma questão técnica: o facto de o presidente não ter criado no orçamento uma rubrica específica para a liquidação da empresa municipal Porto Santo Verde. Um assunto que se arrasta há dois anos e que foi novamente adiado por teimosia do Presidente, que alega ter os juristas da Câmara para resolver o assunto. Porém, Luísa Mendonça, esclarece que a sua posição também é baseada em recomendações jurídicas.
Um braço de ferro que tende a perdurar na autarquia de Porto Santo, com desgaste evidente não só para ambos os socialistas mas também para os membros da Assembleia Municipal.
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